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Brasil assaz caótico e supinamente ambíguo

Caracas, que dias passamos com a paralisação dos caminhoneiros!

“Está tudo bem como o capeta gosta”, disse o cara do alto da sabedoria adquirida na dura experiência da vida que passou dos oitenta!

Nunca ouvi tanto a palavra “caos”. Caos?

Afinal, o que é esse tal de caos? Nas tradições mitológicas o caos é “o vazio primordial de caráter informe, ilimitado e indefinido, que precedeu e propiciou o nascimento de todos os seres e realidades do universo”. Trocando em miúdos quer dizer que somos todos grandíssimos filhos do caos?

Já na tradição platônica, dizem os livros, caos é o estado geral desordenado e indiferenciado de elementos que antecede a intervenção do demiurgo. Quem é esse tal de demiurgo?  Segundo o filósofo grego Platão é “o artesão divino ou o princípio organizador do universo que, sem criar de fato a realidade, modela e organiza a matéria caótica preexistente através da imitação de modelos eternos e perfeitos”.

Que modelo estamos querendo imitar?

Com pouco trabalho, recebendo frete defasado (a recessão tem mais de quatro anos), pedágios caros e o preço do diesel nas alturas (alguém quebrou nossa Petrobrás e a conta do populismo chegou azeda) os caminhoneiros resolvem parar.

Um segmento profissional faz algo singelo em qualquer democracia e expele o esperma que gesta o caos? E não mais do que de repente tudo degringola: empresários malandros usam gasolina para apagar um fogo que vira fogueira e, parecendo coisa de estudantes radicais, gente e mais gente pede intervenção militar.

A humanidade se esgualepando nas batalhas por democracia e brasileiros (não poucos) vãos às ruas pedir para se tornarem vassalos, escravos de um Maduro qualquer?

Pode tanta insanidade? O cidadão berra: “oh, garçom, tô com baita pressa, sem tempo para leguleios, manda rápido uma ditadura ao ponto”. Com serviço de primeira o atendente quer saber: “qual sua preferência, de esquerda, de direita ou de centro?”

E nesse momento de interrogação surgiu a frase lucida para este tempo escuro da nossa escritora Nélida Piñón “o caos não gera senão o despotismo”.

Uma coisa leva a outra e recordei da frase tida como pesada do Paulo Francis, mas que no contexto chega até com certa leveza: “o Brasil é um asilo de lunáticos onde os pacientes assumiram o controle”. Foram dias e tanto esses últimos de maio de 2018; algo como lembrancinha do maio de 1968?

Para tranquilizar transcrevo a Eliane Cantanhede do vetusto jornal Estadão: “A paralisação dos caminheiros sacudiu o governo, acionou o Legislativo e o Judiciário e deixou rastro de prejuízos bilionários, mas ensinou duas lições: 1) diferentemente do que ocorre na Venezuela, as crises são pontuais, enfrentadas por instituições sólidas e solucionadas; 2) a insatisfação é generalizada, inclusive nos meios militares, mas não há lideranças dispostas a transformar o CAOS em inferno”.

Ufa, melhor assim, mesmo que o Brasil siga assaz caótico e supinamente ambíguo. Agora dá inclusive para citar Descartes que, como incrível pitonisa, sacou estes dias redes sociais tem 500 anos: “Não há nada no mundo que esteja melhor repartido do que a razão: toda a gente está convencida de que a tem de sobra”. 

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