Diário da Manhã

Expodireto Cotrijal 2016 - A Feira que inspira o amanhã

84 hectares dedicados ao agronegócio

84 hectares dedicados ao agronegócio
Foto: Mara Steffens Nogueira / DM

Estrutura do parque da Expodireto Cotrijal é pensada para movimentar o setor primário

Todos os anos, durante cinco dias, uma área de 84 hectares localizadas em uma cidade de pouco mais de 15 mil habitantes é o destino de centenas de empresas ligadas ao agronegócio. O objetivo é movimentar o setor primário, a mola propulsora do país. Não-Me-Toque também se torna o ponto de referência para quem quer aprimorar os conhecimentos, conhecer o que há de mais tecnológico na área. Até produtores e empresários de outros países buscam inovações por aqui.

Para promover o desenvolvimento que se percebe a cada edição na Expodireto Cotrijal, a cooperativa que empresta seu nome a uma das maiores feiras do agronegócio do Brasil programa tudo nos mínimos detalhes para que tudo transcorra dentro do previsto. O parque funciona como uma engrenagem gigante onde cada colaborador ou empresa prestadora de serviços cumpre seu papel com o esmero necessário para que tudo dê certo. E um local que consome energia elétrica semelhante ao consumo total, em termos de residências, de toda Não-Me-Toque, precisa de todo o suporte para que expositores consigam demonstrar o potencial de seus produtos, os visitantes tenham comodidade e conforto durante a visitação e a imprensa tenha condições técnicas de cumprir seu papel.

Marlon Lauxen, coordenador do Parque da Expodireto Cotrijal, é um homem extremamente atarefado. Tem dedicação integral ao espaço e comanda todo o trabalho de infraestrutura. Para isso conta com dezenas de colaboradores, além de empresas terceirizadas, para que tudo esteja pronto até o início da feira, que este ano ocorre entre 7 e 11 de março. Mas engana-se quem pensa que depois que o último visitante vai embora, ou depois que todas as 560 empresas expositoras (e as quase 1.700 máquinas) deixam Não-Me-Toque, a feira terminou. O trabalho continua. Há muito o que desmontar, organizar e limpar.

Novo recanto temático
Conforme Lauxen, por questões físicas, não é mais possível aumentar, pelo menos por enquanto, a área de 84 hectares do local. O que há de novo para esta 17ª edição é um estacionamento exclusivo dentro do parque para os expositores dos pavilhões da agricultura familiar. O recanto temático foi o espaço que mais recebeu melhorias. Foi praticamente todo reformado. A entrada para cadeirantes pelo portão principal foi melhorado para garantir a segurança e facilitar o acesso deste público.

As exigências de documentos para as empresas poderem ingressar no parque e montar seu estande continuam as mesmas, obedecendo normas de segurança, inclusive de proteção contra incêndio. “É algo que a sociedade exige, depois de toda a problemática que envolveu a Boate Kiss, em Santa Maria, fazendo com que a legislação fosse melhorada no sentido de garantir a segurança das pessoas, inclusive aqui no parque”, coloca.

O espaço para o estacionamento dos ônibus também poderá sofrer alterações, com a reserva de um local específico para este tipo de veículo deixar e carregar passageiros de forma segura. Isto está sendo estudado pela organização da feira, junto com os órgãos de segurança de trânsito.

Envolvimento de colaboradores e empresas
O trabalho no parque não ocorre somente nas semanas que antecedem a feira. Todos os meses do ano há funcionários no local, responsáveis pela manutenção das estruturas permanentes. Lauxen revela que a Cotrijal mantém trabalhando 30 pessoas no local. Com a proximidade da Expodireto este número cresce rapidamente e se soma a eles, os trabalhadores temporários e terceirizados, contratados para deixar tudo pronto para o evento. Quando as empresas expositoras e as montadoras começam a atuar para a edificação dos estantes o número de colaboradores pula para 2 mil. Somando ainda aqueles que trabalham na segurança, funcionários e pessoas contratados especialmente para a feira pelas empresas, os trabalhadores da Expodireto são quase 3 mil. “A feira é uma geradora de empregos”, observa.

Conforme o coordenados, não há como precisar quantas empresas estão envolvidas com os preparativos, porque elas são acionadas e contratadas conforme surge a necessidade. “Os problemas vão aparecendo e nós vamos acionando as pessoas para resolvê-los. Nós já temos várias organizações que são parceiras da Cotrijal e estão a disposição da cooperativa para quando precisarmos delas. Por exemplo, eu tenho algumas pessoas que trabalham no parque com a parte elétrica. Quando ocorreu o temporal, tivemos de chamar uma empresa de fora, que já é nossa parceria para nos auxiliar na recolocação dos postes que foram destruídos. Cada dia, cada situação é diferente. Tudo é muito dinâmico, por isso não temos como precisar”, argumenta.

Setorização
Em cada setor do parque há uma equipe responsável pela organização e o atendimento às organização que montam estandes. “No setor de máquinas são 15 pessoas trabalham recepcionando as empresas e verificando se toda documentação exigida está em dia. Quando chegam ao parque, são direcionadas à administração e depois fazem a montagem. Se falta algo, é preciso regularizar”, informa, acrescentando que nos demais setores a dinâmica é semelhante. “Na produção vegetal e animal são mais dez pessoas, na área de segurança do trabalho são mais seis pessoas recebendo documentações e fiscalizando se os profissionais estão atuando nas áreas para as quais são habilitadas”, conta.

Temporal não atrapalhou preparativos
A preparação do parque não sofreu grandes atrasos em função do temporal que danificou uma área do setor de máquinas e implementos agrícolas. Mesmo com a grande destruição, com a queda de 20 postes de energia elétrica e pirâmides que abrigariam empresas em apenas uma quadra, não ocorreram atrasos. “Em cinco dias conseguimos recuperar tudo o que foi danificado. Contratamos a empresa que reergueu os postes e as montadoras refizeram o que já havia sido montado. É algo que é impossível prever, mas com a união de vários profissionais foi possível contornar tudo”, declara Lauxen, fazendo uma alusão ao próprio lema da Cotrijal, “Todos Juntos Somos Fortes. “A dinâmica com que tudo acontece por aqui garante que não ocorram atrasos. É trabalho em equipe, todas as equipes atuam junto para resolver as questões que surgem”, menciona.

Estruturas fixas
Oito pavilhões, auditório, administração, praça de alimentação, restaurante, teatro, Ocergs, Casa do Meio Ambiente, Casa da Família Rural, Casa da Família Cotrijal, Sicredi, oito blocos de banheiros distribuídos pelo parque. São quase 20 edificações fixas dentro do parque da Expodireto Cotrijal, que não necessitam ser construídos todos os anos, ao contrário da maioria dos estantes. “Alguns ainda não foram construídos de forma definitiva porque ainda não temos certeza se queremos que eles permaneçam nos locais em que estão hoje, mas estamos pensando nisso”, diz Marlon Lauxen, citando melhorias que ainda devem ocorrer gradativamente. “Precisamos colocar guaritas nos portões, fazer uma única bilheteria, no caso do espaço da imprensa e da Casa da Cotrijal, possivelmente serão construídos prédios nos locais atuais porque tem funcionado há vários anos nos espaços”, informa.

Jardinagem
A Cotrijal contrata uma empresa específica para atuar com o embelezamento do parque. Lauxen diz que anualmente é realizada uma reunião para definir o trabalho. “Discutimos que tipo de atividade vamos realizar e a partir de setembro começamos a embelezar o parque e quando a feira começa tudo está bonito”, revela. São 7.500 mudas de flores. Algumas são modificadas todos os anos, e as mais resistem permanecem.

Depois do espetáculo
Quando a feira termina, o trabalho continua. É preciso desmontar e deixar o parque minimamente organizado. Até um trabalho minucioso de retirada de detritos dos gramados ondem ficavam as empresas é realizado. “A equipe de limpeza entra no parque em janeiro e sai somente no fim de março. Levamos de dois a três meses depois da feira para deixar tudo em ordem. Fizemos até um 'pente fino' na grama. Quem nos visita nem imagina que é necessário muito esforço para deixar o parque no padrão que todos conhecem”, conclui. 

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