Especial | DM Erechim 30 Anos

Diário da Manhã

Diário da Manhã
Foto: DM

O ano de 2016 é especial para o Diário da Manhã Erechim, que completa 30 anos de circulação no Alto Uruguai. Se hoje o jornal de Erechim envolve pessoas e comunidades ele é resultado do trabalho e ideologia de um mestre do periodismo, da sociologia e da política, como era definido Túlio Fontoura por alguns.

Em seu primeiro editorial, publicado em 28 de fevereiro de 1935, há 80 anos, data da fundação do Diário da Manhã, ele definia o perfil que se tornou legado de todos integrante do hoje Grupo Diário da Manhã. “Surge hoje, à luz da publicidade, sob os felizes augúrios dos que ansiavam pelo seu aparecimento, o “Diário da Manhã”. Órgão de severa independência equidistante dos partidos em luta, alheio a contendas religiosas, infenso a extremismos, qualquer que seja sua forma e modalidade, procurará, invariavelmente, auscultar os anseios da coletividade, ser intérprete fiel de suas aspirações, defensor extremo de seus direitos.

 

                Túlio Fontoura escolheu ser jornalista. Escrever estava no sangue. Inseparável de sua máquina dedilhou por longos anos os mais estrondosos editoriais. De posições firmes, não tinha duas opiniões a respeito do mesmo assunto.

                Nasceu em Santana do Livramento, em 22 de fevereiro de 1905, filho de Waldencock Moreira da Fontoura de Laura de Moura Fontoura. Ao terminar o curso ginasial da época, ingressou na Faculdade de Engenharia de Porto Alegre, porém, no sexto mês, teve de abandonar os estudos para ajudar a família financeiramente. Mas o destino já havia preparado o encontro com o jornalismo, sua verdadeira vocação.

                Com 17 anos de idade foi apresentado ao cronista e político Mário Cinco Paus,que o conduziu a diretor do jornal “A Manhã”. Começou seu trabalho como repórter policial em 1922. A vida curta do jornal o transportou para o “A Federação”, como porta-voz do Partido Republicano, então dirigido pelo jornalista Lindolfo Collor. Foi nessa época que Túlio decidiu trocar a engenharia pelo jornalismo e a política. Com a saída de Collor da direção, também deixou o órgão e ingressou no Correio do Povo, como repórter, onde permaneceu um ano e dois meses.

                Em 1926 começou a trabalhar em Passo Fundo. Assumiu a direção do semanário “A Gazeta”, do major e advogado João Carlos de Araújo e Silva, até 1930. Em 7 de maio de 1931 fundou o semanário “A Luta”. O jornal atuou durante um ano.

                Em 19 de novembro de 1931, Túlio filiou-se à Aliança Revolucionária nacional. Em 9 de julho de 1932 foi deflagrada a Revolução Constitucionalista em São Paulo. O jornal “A Luta” foi fechado, por decisão política e ordem do interventor Flores da Cunha. Foi essa a primeira consequência de sua dedicação aos jornalismo e à política.

A Revolução Constitucionalista, que levou Getúlio Vargas ao poder central no Rio de Janeiro (então capital do Brasil), não vinha cumprindo a sua promessa de redemocratização do País, gerando descontentamento, especialmente no estado de São Paulo, cujas instituições administrativas sofriam profundas interferências do presidente.

Túlio tornou-se revolucionário, participando de um movimento armado irrompido na cidade de Soledade, em prol do movimento constitucionalista de São Paulo e, tomou parte do Combate do Fão, onde gastaram toda a munição disponível, quando terminou a luta. A comunidade soledadense em pé de guerra, proclamou o coronel Cândido Carneiro Júnior (Coronel Candoca) general comandante em chefe das forças revolucionárias constitucionalistas em Soledade. Túlio Fontoura assumiu o posto de tenente coronel.

                Túlio Fontoura e vários oficiais superiores foram presos, entre eles Victor Graeff, no presídio do Meyer, no Rio de janeiro. Permaneceram cinco meses na prisão e receberam liberdade condicional a pedido do presidente da Associação Brasileira de Imprensa ABI. Em meados de 1933, por interferência ainda da ABI, Túlio liberado e autorizado a voltar a Passo Fundo. De volta ao jornal A Luta, restavam apenas a máquina Marinoni, um prelo velho e algumas caixas de tipo. Teve então de começar tudo outra vez, partindo do zero, como correspondente de “A Razão”.

                O espírito empreendedor e a vocação falaram mais alto. Foi então qu decidiu fundar, em 29 de novembro de 1935 o Diário da Manhã. Com menos de 20 mil Réis no bolso, como ele mesmo contava com prazer e disfarçado orgulho, mas com a valiosa colaboração de amigos, entre os quais Nicolau de Araújo Vergueiro, João De Cesaro, Aparício Lângaro e Ernesto Formigheri fundou o Diário da Manhã. Venceu muitos obstáculos e etapas difíceis até conquistar o conceito, tradição e prestígio da maior rede de jornais e rádios do interior do sul do país.            

Dyógenes Auildo Martins Pinto
A consolidação como rede

Se Túlio Fontoura conquistou tradição e prestígio para o Diário da Manhã, foi seu genro, Dyógenes Auildo Martins Pinto, quem consolidou o Grupo Diário da Manhã. Inserido numa sociedade onde a informação e a comunicação tornaram-se cada vez mais importantes para a tomada de decisões o Diário da Manhã cresceu, ampliou sua área de cobertura e abriu espaço para comunidades regionais se manifestarem. Seu período à frente da Empresa Jornalística Diário da Manhã foram marcados pela expansão do grupo com as instalações de jornais diários em Carazinho e Erechim. Seu legado foi seguido pelas atuais diretoras Janesca Martins Pinto e Ilânia Pretto Martins Pinto, que seguiram a expansão anexando ao grupo as rádios Diário da Manhã AM em Carazinho e Passo Fundo. Com isso o grupo é formado hoje por três jornais diários, duas rádios AM, uma rádio FM e o portal Diário da Manhã, que cobrem a região Norte do Rio Grande do Sul de maneira ágil e responsável.

Dyógenes, filho primogênito de Albino Pinto e Itália Nodari Martins Pinto, nasceu em 17 de julho de 1932, em Vista Alegre, que pertencia a Carazinho, e hoje é município de Colorado. Seu nome deveu-se a uma escolha de seu pai, que era estudioso da literatura grega.

                Iniciou seus estudos com seis anos, já alfabetizado, demonstrando já aguçado espírito de cooperação e responsabilidade. Ao sair da escola onde cursou as cinco séries do então primário, recebeu uma medalha, devido a seu desempenho. Em Passo Fundo estudou no Colégio Instituto Educacional e depois ingressou, no então segundo grau, no curso de contabilidade. Nesse período prestou concurso público para o então INPS, sendo classificado em primeiro lugar. Não chegou a assumir, pois antes de ser chamado já havia prestado concurso para o Banco do Brasil e obtido também o primeiro lugar, optando por ingressar na carreira pública como bancário. Já trabalhando no Banco do Brasil em Porto Alegre formou-se em Direito em 1958, tendo também cursado a Escola Superior de Guerra.

                Já como advogado retornou a Passo Fundo e, continuando funcionário do Banco do Brasil assume a Carteira Agrícola.  Em 4 de maio de 1957 casou-se com a professora Clélia Fontoura Martins Pinto. Dessa união nasceram seus filhos Péricles, Vinícius, e Janesca.

Foi jornalista, advogado, economista e soube manejar com maestria os instrumentos que lhe foram oferecidos. Como empresário tornou sólida e expandiu a Empresa Jornalística Diário da Manhã.

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