Especial | DM Erechim 30 Anos

A política

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O início dos anos 80 mostra o surgimento de novos partidos e a indicação para as eleições diretas para o governo dos Estados em 1982. O MDB pulveriza-se, enquanto a Arena renova-se no PDS – Partido Democrático Social, que será a base de sustentação do governo. Ressurge o PTB, e as novas siglas são o PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PDT – Partido Democrático Trabalhista, PT – Partido dos Trabalhadores e PP – Partido Popular.

O advogado José Sarney assumiu inteiramente a Presidência da República em 15 de março de 1985, em virtude da doença de Tancredo Neves e, com a morte de Tancredo, em 21 de abril, foi efetivado no cargo.

O governo do presidente Sarney foi marcado, sobretudo, por duas grandes tarefas que se impunham ao país: reconstruir a democracia e enfrentar a crise inflacionária.  No plano econômico, o governo Sarney anunciou, em 1º de março de 1986, uma ampla reforma monetária que ficou conhecida como Plano Cruzado, em referência à nova moeda implantada. Comandado pelo ministro da Fazenda Dílson Funaro, e considerando heterodoxo por deferir dos planos recomendados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), tinha como medidas de estabilização econômica o congelamento de preços e salários, o abono de 8% para todos os trabalhadores, o “gatilho” salarial a cada vez que a inflação ultrapassasse 20% e, o incentivo à produção funcionaria como um instrumento de distribuição de renda, aumentando o poder de compras dos salários.

Não existia ainda no Brasil o segundo turno, tendo sido implantado apenas com a constituição de 1988.

No Rio Grande do Sul, as eleições estaduais que foram realizadas no dia 15 de novembro de 1986. Foram as primeiras eleições estaduais após o início da nova república e da presidência de José Sarney. As eleições foram realizadas sob a influência da enorme popularidade do Plano Cruzado, que rendeu vitórias do PMDB em todos os estados do país, menos em Sergipe, onde venceu o PFL, seu aliado. Para o Governo do Estado, foram lançadas cinco candidaturas: Pedro Simon (PMDB), Aldo Pinto (PDT, em coligação com o PDS), Carlos Chiarelli (PFL), Clóvis Ilgenfritz (PT) e Fúlvio Petracco (PSB). Pedro Simon foi eleito governador com 2.009.381 votos (41,68%). Ele assumiu no dia 15 de março de 1987, tendo renunciado em 1990 para concorrer ao Senado.

Em Erechim, o PDS articula-se e lança o nome de Marino Andrade para a Assembleia Legislativa, que cumprirá seu mandato na Legislatura de 1983 a 1986. Em igual período, o PMDB tem confirmado os mandatos de Celso Testa e Carlos Giacomazzi.

A 26 de outubro de 1988 foi instalada a Assembleia Constituinte com os deputados firmando o compromisso de atender os anseios da população. A 3 de outubro de 1989 em sessão solene é promulgada a Constituição Estadual. E os constituintes eleitos pelo povo de Erechim são Antonio Dexheimer (PMDB) e Eloi Zanella (PFL), que não completa o mandato porque assume a Prefeitura de Erechim em 1º de janeiro de 1989.

Dexheimer é reeleito para o período 1991/1994, mas em 29 de novembro de 1992 encaminha sua renúncia, justificando sua eleição para a Prefeitura de Erechim, que assume em 1º de janeiro de 1993. A representação do Alto Uruguai fica com Iradir Pietroski (PTB), em seu primeiro mandato, e Ivar Pavan (PT). O pleito de 1994 consagra o nome de Iradir Pietroski (PTB) como o único representante da região na Assembleia Legislativa. Com sua atuação marcante, é convidado para ser secretário de Estado do Trabalho, Cidadania e Assistência Social.

Cabe ressaltar a presença de deputados da região na Câmara Federal. De 1967 a 1978, Erechim contou com a atuação do ex-prefeito José Mandeli Filho (MDB). Também estiveram lá Henrique Pagnoncelli e Arno Magarinos. Outro deputado federal que representou o Alto Uruguai ao longo de quatro mandatos foi Odacir Klein (PMDB), que também ocupou o cargo de Ministro dos Transportes de janeiro de 1995 a 14 de agosto de 1996. Waldomiro Fioravante (PT) foi o último representante natural da região em Brasília.

Reeleitos, Pietroski e Pavan continuaram representando a região até a Legislatura 2007/2010. Pietroski teve indicação para conselheiro do TCE-RS/Tribunal de Contas do Estado aceita e em maio de 2010 desfiliou-se do PTB para assumir o cargo do Colegiado do Tribunal.

Pavan, na tentativa de disputar vaga à Câmara Federal, não se elegeu, mas elegeu Altemir Tortelli como seu sucessor na Assembleia Legislativa. Sem cargo eletivo, Pavan foi convidado pelo governador do RS, Tarso Genro (PT) e assumiu a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo.

No ano de 1986, o comerciante Jayme Lago e o industrialista Arlindo Madalozzo, prefeito e vice, respectivamente, e ambos do PDS, comandavam o Executivo. Eles foram empossados no dia 1º de fevereiro de 1983, e transmitiram o cargo no dia 1º de janeiro de 1989, porque o mandato tinha duração de seis anos.

Há 30 anos, a Câmara de Vereadores era composta por 19 parlamentares, diferente dos atuais dez e dos futuros 17, e o mandato do presidente que hoje é de um, era de dois anos. As Legislaturas de 1989 a 1992 tiveram 21 membros; 1993 a 1996, 17 membros; 1997 a 2000, 21 membros; 2001 a 2004, 21 vereadores); 2005 a 2008, dez membros; 2009 a 2012, também com dez membros e a atual 2013 a 2016, 17 vereadores.

O presidente da Câmara em 1986 era Wilson José Tonin (PDS) e seu vice era Helly Parenti (PMDB).

Com o crescimento de Erechim e cidades próximas, foi criada a Microrregião de Erechim, reunindo além do município, outras 31 cidades.

Em 1986, a Amau – Associação de Municípios do Alto Uruguai – criada em 1970 – era composta de 15 municípios Aratiba, Barão de Cotegipe, Campinas do Sul, Erechim, Erval Grande, Gaurama, Getulio Vargas, Itatiba do Sul, Jacutinga, Marcelino Ramos, Mariano Moro, São Valentim, Sertão, Severiano de Almeida e Viadutos. Hoje, com as emancipações de 1988, 1992, 1995 e 1996, são 32 os municípios que a compõem.

De acordo com a Constituição de 1988, Erechim está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do direito positivo. Desde 2009 o prefeito é Paulo Polis, do PT, e a vice-prefeita Ana Lúcia Oliveira (PMDB), a primeira mulher a ser eleita para um cargo Executivo no município.

O Poder Legislativo é constituído pela Câmara de Vereadores, hoje, composta por 17 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição). O PT tem seis cadeiras, o PMDB três vagas, PDT e PCdoB duas cada, e PTB, PP, PSD e PPS, uma cada. O presidente é Lucas Farina (PT). Na Legislatura passada, Vânia Miola (ainda no PPS), única mulher daquele mandato foi a segunda da história do município a ser eleita para comandar o Parlamento Municipal. A primeira foi a decana Carlinda Poletto Farina, do PTB. Em 1988, a vereadora Terezinha Peccin, do PDT, assumiu a Câmara por 18 dias, mas foi devido ao afastamento do então presidente Luiz Felipe De Marchi (PFL).

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