Especial | Erechim 98 anos

Erechim como oportunidade de negócio

Erechim como oportunidade de negócio
Foto: Sara Rubia Comin / DM

Empresário Deoclécio Corradi, que há 30 anos acredita e investe na cidade, defende atitudes e postura de acolhimento, de simplicidade, de bem atender de cada erechinense para fortalecer o slogan de “Capital da Amizade”

O que trouxe o empresário Deoclécio Corradi a Erechim foi uma oportunidade de negócio. Era outubro de 1985, e a fábrica de carrocerias Incasel, que estava fechada há dois anos, estava indo a leilão. “Ficamos sabendo uma semana antes. Na época eu morava em Cascavel e trabalhava na Comil Silos. Viemos eu e meu tio Rovilho um dia antes do leilão e compramos a Incasel. Em janeiro de 1986 abrimos a Comil Ônibus, que completou 30 anos em Erechim”, conta.

Corradi diz que o negócio foi importante para os investidores, mas também para a cidade. “Entramos no momento certo, o mercado aqueceu logo em seguida e passamos a contratar os profissionais que já sabiam fazer ônibus. Isso foi a grande diferença, a grande alavanca da empresa. E depois com o tempo fomos trazendo outros profissionais de fora, mas a base foi com quem estava aqui. Acho que Erechim também é bastante conhecida pelo trabalho da Comil, porque ônibus é um produto vistoso, que circula, é um outdoor. As pessoas viajam e encontram ônibus da Comil no Nordeste e em muitos países da América do Sul”, observa.

Segundo ele, a Comil já chegou a produzir 4 mil ônibus por ano, marca que levou a empresa a fazer investimentos fora de Erechim porque faltava mão de obra, que já estava sendo absorvida, e ainda é, de municípios da região. “Isso foi entre 2011 e 2012 porque a cidade estava ficando pequena para aquele movimento. Isso nos levou a fazer investimento fora, mas infelizmente a tempestade foi perfeita, e o mercado desaqueceu quando a obra estava ficando pronta”, lamenta.

Corradi, que é o atual presidente do Conselho de Administração da Comil Ônibus, só veio de mala e cuia para Erechim em 2002, após a cisão da Comil Silos da Comil Ônibus. “Eu vim mais tarde, mas meus irmãos, Dairto e Diones, vieram em 1986 e continuam aqui. Meus filhos mais velhos fizeram o Ensino Médio aqui e depois, pela proximidade de Cascavel com Curitiba foram fazer cursinho lá e de lá seguiram para São Paulo. Já os mais novos estão concluindo o Ensino Médio aqui e são erechinenses de alma”, comenta.

A cidade muito bem desenhada na origem, as ruas e avenidas largas, a limpeza e a miscigenação de raças com a diversidade de cultura, são algumas das qualidades de Erechim enumeradas pelo empresário. “Recebemos muitos visitantes do Norte, do Nordeste e de países da América do Sul, que se encantam com a cidade. Houve uma melhoria muito grande nas vitrinas, no comércio, nas lojas e já começaram a ser realizadas ações de padronização para valorizar o centro histórico, o que é muito bacana. Com o tempo nos acostumamos com o cenário e nem sempre damos o valor à cidade, mas quem vem de fora elogia muito”, salienta.

Questionado se Erechim faz jus ao slogan Capital da Amizade, Corradi afirma que a análise é subjetiva. “Se a pessoa for sincera vai responder conforme foi sua experiência quando chegou aqui. Mas Capital da Amizade é um título bonito e cabe a cada um dos erechinenses ter atitudes e postura de acolhimento, de simplicidade, de atender bem para fortalecer essa marca”, avalia.

Para ele, menos disputas e mais acordos fariam muito bem para a cidade. “Acho que como em todo o país, a recessão chegou aqui também nestes últimos anos. Perdemos muito em todos os setores, houve um retrocesso, houve muito discurso inadequado e não verdadeiro conduzido à população. As minorias que gritam tomaram conta da grande maioria que se cala, e isso não foi legal. Se perdeu um pouco, também, a responsabilidade de cada um procurar contribuir com o crescimento da sua comunidade, se envolver, participar da construção dela em todos os segmentos. Se perdeu a vontade de ajudar, deixando e ou esperando tudo do governo, dos políticos e me parece que esse não é o melhor caminho”, analisa.

O empresário quer ver Erechim centenária com escolas sendo premiadas, a cidade reconhecida por ter o melhor ensino do país e mais jovens como o Felipe Hofmann se destacando.

“Também gostaria de ver uma mão de obra que se qualificasse, que a relação capital- trabalho fosse mais harmoniosa, porque neste setor que atuo foram criadas muitas oportunidades para quem não tem aproveitado. Se criou uma separação, o capital não acredita no trabalhador, o trabalhador desconfia do capital porque no meio tem sempre um sindicato, o Ministério do Trabalho, novas leis a todo momento e com este cenário cria-se um passivo, uma desconfiança muito grande”, comenta, deixando como reflexão a todos que tipo de erechinense cada um está sendo, tripulante ou mais um passageiro.

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