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Sede estratégica para a segurança pública

Sede estratégica para a segurança pública
Foto: Divulgação / Czamanski

Ao longo dos anos, Passo Fundo se tornou ponto de referência para Brigada Militar e Polícia Civil na região norte do Estado. Atualmente, a cidade sedia órgãos como a 6ª Delegacia Regional, 3ºRPMon e CRPO-Planalto

Um ponto estratégico para a região norte do Estado. Assim, Passo Fundo é definido tanto pela Polícia Civil quanto pela Brigada Militar, ambas com importantes sedes regionais estabelecidas na cidade. Atualmente, a Polícia Civil está presente no município com a 6ª Delegacia Regional e outras sete delegacias, sendo a de plantão, as 1º e 2º Dps e quatro especializadas que foram criadas a partir das demandas do município e da região. Já a Brigada Militar está presente na cidade com o Comando de Policiamento Ostensivo (CRPO) Planalto, que compreende 83 municípios, o 3º Regimento de Polícia Montada (RPMon), o 3º Batalhão de Operações Especiais (BOE), além do Batalhão Ambiental e do Batalhão Rodoviário.

A instalação das importantes sedes do setor de segurança pública reforçam a posição de Passo Fundo como polo regional, assim como ocorre com diversas outras áreas, tais como educação, saúde e comércio. Para o subcomandante do 3º RPMon, major Antônio Augusto Barros Nunes, que responde por 22 municípios, a presença dos órgãos de segurança é, sem dúvida, um ponto positivo para a população. “A proximidade dos efetivos, as movimentações policiais, certamente trazem uma maior sensação de segurança para a comunidade. Tanto que temos trabalhado, com as guarnições disponíveis para aumentar a presença do policiamento nas ruas”, observa Nunes. A visão é corroborada pelo delegado regional da Polícia Civil, Paulo Videla Ruschel. “Passo Fundo sempre foi uma importante sede regional da Polícia Civil, um ponto estratégico, sem dúvida”, esclarece o delegado, que responde por 30 municípios.

Desde 1931 sede do 3º RPMon
A história do 3º RPMon da Brigada Militar se confunde com a trajetória do município de Passo Fundo. Criado através do Decreto nº 4.582, de 07 de outubro de 1930, o Regimento teve sede provisória em Alegrete. Com o fim da Revolução de 1930, completou o efetivo com voluntários e, no ano seguinte, foi estabelecido na cidade, onde permanece até hoje. A criação do Regimento marca uma mudança na Brigada Militar, que desde a criação, em 1837, era sediada na capital e a partir de 1930 começou a se espraiar pelo Estado. “O 3º RPMon foi sediado em Passo Fundo como uma estratégia para defender as fronteiras do norte do Estado”, esclarece o atual subcomandante do Regimento, major Antônio Augusto Barros Nunes. Dentre os fatos que marcaram a história, um ocorrido em 1964, quando o quartel de Passo Fundo foi sede provisória do governo estadual, sendo que o Governador Ildo Meneghetti e todo o seu secretariado se instalou no município.

Após alterações de nomenclatura, em 1974, o Regimento passou finalmente a denominar-se Regimento de Polícia Montada, o qual mantém até hoje.

Neste ano de 2015, quando Passo Fundo completa o 158º aniversário, o 3o RPMon é composto por três Esquadrões de Polícia Montada e sua área abrange 22 municípios da Região do Planalto Médio atingindo aproximadamente 400 mil pessoas e é Comandado pelo Ten. Cel. QOEM André Idalmir Savian Juliani.

Em 2004, em função do aumento da população e dos índices de criminalidade, por meio de decreto foram criadas algumas unidades da BM, sendo que Passo Fundo passou a contar também como o 3º BOE, o Batalhão Ambiental e o Batalhão Rodoviário.

“Nosso foco é a defesa do cidadão”
Ao longo dos anos, mudanças marcaram a atuação da BM, que está cada vez mais próxima da comunidade e voltada à prevenção da criminalidade. Desde o início voltada a defesa dos governos e do Estado, a atuação da BM passou a mudar ao longo dos anos, passando a priorizar o cidadão. “Claro que seguimos defendendo a estrutura política e econômica do Estado, conforme a Constituição, mas, hoje, o policiamento está mais voltado a defesa da comunidade, das pessoas”, observa o subcomandante. Neste sentido, ele usa exemplos bem sucedidos como os Núcleos de Policiamento Comunitário aplicado no município e que tem sido usado como exemplo em nível de país. “A população tinha a imagem de uma polícia truculenta, que estava ali só para prender, e isso vem mudando. As pessoas estão percebendo que estamos nas comunidades para ajudar, participar do dia a dia. Isto porque a atuação mudou e a atenção às ações preventivas tem ganhado força”, comenta Nunes, que completa. “O treinamento não deixa de ser voltado para a repressão, quando é necessária, mas está, sem dúvida, mais aberto para os direitos humanos e constitucionais das pessoas”.

Com relação às dificuldades enfrentadas, o subcomandante aponta os caminhos adotados. “Buscamos compensar a falta de um número ideal de efetivo com maior aprimoramento do nosso policial e em tentativas de dar a ele, conforme as possibilidades, inovações de ordem tecnológica”, explica. Como exemplo prático, ele cita o videomonitoramento e a recente implantação de GPS nas viaturas, dentre outros fatores, que dão mais celeridade ao trabalho policial”.

Especialização marca a trajetória da Polícia Civil
Atualmente, Passo Fundo conta com oito delegacias de Polícia Civil, sendo a 6ª Delegacia Regional, que responde por 30 municípios, as 1º e 2º delegacias, a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), Delegacia Especializada em Furtos, Roubos, Entorpecentes e Capturas (Defrec), Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (Deam).

Conforme o presidente do Instituto Histórico de Passo Fundo, Fernando Miranda, registros históricos dão conta de que com a emancipação, em 1857, foi nomeado o primeiro delegado de polícia do município, Diogo de Oliveira. Já há cerca de cinquenta anos, a cidade contava com cinco delegacias, sendo elas Delegacia Regional de Polícia, 1ª e 2ª Delegacias de Polícia, Delegacia de Trânsito e a Delegacia de Pronto Atendimento, atualmente no Bairro Petrópolis. Todas as sedes situavam-se na Av. Presidente Vargas, onde atualmente funciona o Lar da Menina. Em média, cinco delegados atuavam na região.

Para o atual delegado regional, Paulo Ruschel, com o tempo, a criação das delegacias especializadas qualificou e agilizou o trabalho policial. “Dessa forma, se especializa um número de servidores para trabalhar especificamente em um tipo de crime e não há dúvidas de que se qualifica o inquérito e isso gera um efeito positivo”, comenta o delegado. Para o futuro, o delegado almeja a melhora da estrutura. “Não basta criar novas delegacias. Para isso, é preciso ter toda uma estrutura que comporte este novo órgão, funcionários, viaturas, armamentos. Então, o que esperamos conseguir para o futuro é mais estrutura para atender toda a demanda que nos cabe”, completa Ruschel.

Além da Polícia Civil e da Brigada Militar, a segurança pública do município conta com órgãos como a Secretaria Municipal, o Instituto Geral de Perícias (IGP), o 7º Comando Regional de Bombeiros, Defesa Civil, a Guarda Municipal de Trânsito, a 8ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, além de ser sede da Polícia Federal na região. 

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