Diário da Manhã

Educação

As próximas etapas do Enem

Autor: Aline Prestes
As próximas etapas do Enem
Foto: Daniel Rohrig/DM

Prova dividida em dois dias poderá ser usada pelos candidatos para ingresso nos cursos de graduação

Em 2017, o Exame Nacional do Ensino Médio recebeu 6,73 milhões de inscrições. O aumento do número de universidades federais adotando o exame como única forma de ingresso é um dos motivos que levam à participação dos estudantes. Mas, além disso, a partir dele, os candidatos podem concorrer a vagas do Prouni, Sisu, Fies e Sisutec.

Diferente das últimas edições, o Enem foi dividido em dois domingos consecutivos.  No último domingo (05) ocorreu o primeiro dia com provas de redação, linguagens (português e língua e estrangeira) e ciências humanas (geografia, história, filosofia, sociologia e conhecimentos gerais). No próximo dia 12 de novembro, ocorre a segunda etapa com questões de matemática e ciências da natureza.  Em Passo Fundo, mais de cinco mil pessoas passaram e ainda vão passar pela Universidade de Passo Fundo (UPF), local onde as provas foram sediadas com oito prédios disponibilizados pela instituição.

Para o ministro da Educação, Mendonça Filho, o modelo do Enem aplicado em dois domingos teve aceitação dos participantes e avaliação geral foi positiva. “Temos uma clara percepção de satisfação, por parte dos candidatos, sobre a divisão da aplicação do Enem em dois domingos. Nós continuamos acompanhando e assegurando que a segunda etapa, no próximo domingo, vai ocorrer dentro da mesma normalidade e tranquilidade para os estudantes de todo o país” afirmou.

Na próxima semana, estudantes de todo país continuam se preparando visando conquistar a melhor pontuação no Enem, focando agora nos outros conteúdos. Nossa reportagem conversou com Ademilson de Oliveira, de 32 anos, que realiza o exame visando uma bolsa no curso de Educação Física. “A redação não abordou um assunto difícil podendo ser desenvolvido bem. Já a prova sim, era um pouco mais complicada, exigindo que entendesse um pouco de cada coisa”, relata ele.

Correção das provas

Vale ressaltar que, após a prova, ainda levará alguns dias para ser divulgado o gabarito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o qual será feito no dia 16 de novembro. A correção será feita através da metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), em que o valor de cada questão varia conforme o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item. Dessa forma, um item em que grande número dos candidatos acertaram a resposta será considerado fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. Já o estudante que acertar uma questão com alto índice de erros ganhará mais pontos por aquele item explica o Ministério da Educação.

Por isso, mesmo com o gabarito da prova não será possível calcular a nota final apenas contabilizando o número de erros e acertos em cada uma das provas. Se dois candidatos acertam o mesmo número de questões, não significa que terão a mesma pontuação. O estudante só tem como saber a nota final no Enem quando o resultado sair.

Já a redação, que neste ano o tema foi Desafios para Formação Educacional de Surdos no Brasil, será corrigida pela Fundação para Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp). O texto produzido na redação do Enem é corrigido por pelo menos dois avaliadores, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Esses dois professores avaliam o desempenho do participante de acordo com as cinco competências exigidas na redação.

Cada avaliador atribuirá uma nota entre 0 e 200 pontos para cada uma das cinco competências, e a soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores. Se entre as notas dadas pelos dois corretores houver diferença superior a 100 pontos (no somatório geral) ou de mais de 80 pontos em qualquer uma das cinco competências, a redação segue para um terceiro avaliador.

A redação receberá nota zero se apresentar características como fuga total ao tema, texto com menos de sete linhas, não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa, cópia integral de textos motivadores da proposta, impropérios, e se a folha de redação for entregue em branco.

Depois, o Inep, processa o resultado, dando origem ao Boletim de Desempenho, que será disponibilizado aos participantes em 19 de janeiro de 2018.

Como usar a nota do Enem para ingresso:

A nota da prova pode ser utilizada para inscrições dos alunos em diversos programas como:

Sisu (Sistema de Seleção Unificada): oferece vagas em instituições públicas de ensino superior, utilizando exclusivamente as notas do Enem. Todo o processo seletivo, da inscrição à divulgação dos selecionados, é feito pela internet no site. O candidato pode consultar as vagas ofertadas pelas instituições e trocar sua opção até o último dia do período de inscrições. Cada estudante pode escolher até dois cursos. O resultado é divulgado em duas chamadas, no primeiro semestre, e em uma chamada, no segundo semestre. Também é possível se inscrever em lista de espera para as vagas remanescentes. As matrículas são realizadas diretamente nas instituições de ensino.

ProUni (Programa Universidade para Todos): oferece dois tipos de bolsas: as integrais são para os estudantes com renda bruta familiar de até um salário mínimo e meio, por pessoa. As bolsas parciais são destinadas aos candidatos com renda bruta familiar de até três salários mínimos por pessoa. O processo ocorre duas vezes por ano e possui uma única etapa, feita online.  As instituições podem realizar um processo seletivo específico para os participantes do ProUni e isento de cobrança de taxa. Essa informação estará disponível ao candidato, no momento da inscrição.

Fies (Fundo de Financiamento Estudantil): mais uma opção do governo federal para quem vai cursar o ensino superior em instituição privada.  Os interessados precisam fazer o Enem e tirar no mínimo 450 pontos, além de não zerar a redação. Assim, o estudante pode financiar até 100% da mensalidade do curso escolhido, sendo que a taxa efetiva de juros é de 6,5% ao ano para todos os cursos. As instituições participantes do programa estão disponíveis online, no mesmo site onde é possível fazer as inscrições.

Sisutec (Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica) oferece vagas gratuitas em cursos técnicos em instituições públicas e privadas de ensino superior, e de educação profissional e tecnológica. Os candidatos são selecionados com base na nota do Enem, sendo preciso ter nota superior a zero na redação. A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet. O processo de seleção é semelhante ao Sisu.

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