Diário da Manhã

Saúde

Diabetes não é sinônimo de dieta restritiva

Autor: Daniel Rohrig
Diabetes não é sinônimo de dieta restritiva
Foto: Divulgação

Nutricionistas explicam que refeições balanceadas podem integrar alimentos de consumo diário sem impor grandes restrições no cardápio de pacientes

De uma hora para outra, a diabetes passa a fazer parte da rotina como uma figura impositiva de um estilo de vida completamente diferente do que o vivenciado até então. A doença surge como uma barreira em um primeiro momento, encarada como uma dificuldade intransponível para a maioria absoluta dos pacientes. O tabu criado em torno da diabetes é diariamente desmistificado por nutricionistas que afirmam não haver grandes mudanças na rotina alimentar.

Logo após o diagnóstico, a alimentação saudável deve ser acompanhada do uso adequado de medicamentos e do monitoramento da glicemia, conforme explica a nutricionista residente Gabriela Botesini. Estes hábitos se tornam parte fundamental para o controle da endocrinopatia. “Um dos macronutrientes mais importantes da dieta do diabético é o carboidrato, pois ele é 100% absorvido e transformado em glicose, tornando-o um item de frustração na rotina alimentar após o diagnóstico. Apesar de existir um tabu quanto a alimentação no diabetes, a hora da refeição não deve virar um momento tenso e de nervosismo”, destaca a profissional.

Uma dieta equilibrada precisa levar em consideração a qualidade e a quantidade dos alimentos, principalmente dos carboidratos, que são peças importantes para o bom controle glicêmico. Em outras palavras, ter diabetes não é sinônimo de restrição, mas sim, de disciplina quanto as escolhas alimentares, em que é possível ingerir todos os alimentos de acordo com seus limites, assim como a dieta indicada para qualquer indivíduo saudável.

“Os relatos dos pacientes diabéticos, na maioria dos casos, estão relacionados com a mudança de rotina gerada pelo aumento de lanches diários, incluídos na dieta para evitar picos de hiperglicemia e hipoglicemia durante o dia, e a verificação de glicose antes e após a alimentação. Essa atitude que permite visualizar o poder do carboidrato na glicose sanguínea geram as maiores queixas, já que demandam tempo e organização”. A nutricionista Gabriela enfatiza que 100% dos carboidratos absorvidos pelo organismo transformam-se em glicose no sangue. Uma ingestão maior de carboidratos representa altas taxas de açúcar recebidas pelo corpo.

Que alimentos evitar?

Apesar de a dieta não demandar restrição, existem alguns tipos de alimentos que podem ser evitados. Em síntese, o índice glicêmico  é a velocidade em que o carboidrato do alimento entra na corrente sanguínea, em que se leva em consideração não apenas a quantidade de carboidrato, mas sim, sua qualidade. Dentre os alimentos de alto índice glicêmico, integram a lista os refrigerantes, mel, geleias,  pão branco, batata, arroz, sorvete, bolo, doces em geral, entre outros.

Gabriela explica, contudo, que esses alimentos não precisam ser extintos da alimentação do diabético, mas sim controlados. “Podemos usufruir de estratégias nutricionais, como o consumo de fibras juntamente a esses alimentos, uma vez que a fibra alimentar retarda a entrada de glicose sanguínea, um dos motivos pelo qual o consumo desse nutriente é defendido quando pensamos na dieta dessa população”, frisa.

Prefira fibras e alimentos naturais

Optar pelo consumo de alimentos ricos em fibras como frutas, verduras, legumes e cereais (arroz integral, aveia, feijão, etc.) auxilia no controle glicêmico. A redução de alimentos ricos em gorduras e sódio também é primordial para o controle da doença, devendo sempre optar por fontes de gordura boa (oleaginosas, peixes, abacate, sementes, etc.) e o uso de temperos desidratados para acrescentar sabor aos alimentos. Mesmo com recomendações genéricas, é imprescindível que cada paciente se submeta a uma conduta individualizada, elaborada por um profissional capacitado que traçará uma estratégia nutricional para o indivíduo com alimentos que ofereçam os nutrientes necessários para suprir as demandas do organismo.

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