Economia

Tarifa Branca na conta de energia: o cliente como grande gestor de seu gasto

Autor: Alessandro Tavares
Tarifa Branca na conta de energia: o cliente como grande gestor de seu gasto
Divulgação

Nova modalidade que considera horários pode diminuir o preço a ser pago pela energia elétrica no caso dos consumidores que tiverem rigoroso controle sobre os horários de maior consumo, ou do contrário, pode elevar substancialmente o preço a ser pago pela demanda

Desde o dia 1° de janeiro de 2018 o consumidor de energia elétrica que tem consumo anual com média mensal superior a 500 kW/h pode solicitar a adesão a chamada Tarifa Branca que é uma nova opção que sinaliza aos consumidores a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo. O assessor de regulação de tarifas da Eletrocar, João Pedroso, explica que a ideia é que o consumidor passe a ter a possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana.

O assessor explica que uma das intenções da ANEEL é de que haja uma futura diminuição da carga no chamado horário de ponta do consumo, ao passo que se dá opção do consumidor vir a pagar mais barato a partir do momento que este adotar hábitos que priorizem o uso da energia elétrica fora do chamado período de ponta. Pelo sistema de Tarifa Branca a demanda de energia elétrica durante o dia é fracionada em três tarifas que variam de acordo com o horário. A vantagem  para o consumidor que aderir a modalidade esta em concentrar seu consumo no horário classificado como fora de ponta, no qual a tarifa é 35% mais barata no que se  comparada a convencional. Nos horários classificados como intermediário e de ponta a energia é mais cara. Sendo no horário intermediário 40% mais cara e no horário de ponta  até 150% maior.

Por isso, Pedroso ressalta que antes de aderir ao programa é preciso que o cliente esteja ciente de seu comportamento enquanto consumidor, pois a conta de energia elétrica pode diminuir, ou o contrário aumentar substancialmente. O valor do consumo nos feriados nacionais e nos fins de semana é sempre fora de ponta. Neste caso, compreende o período entre às 22h e às 17h. O horário das 17h às 18h e o das 21h às 22 horas é considerado intermediário. Já o horário de ponta é compreendido entre 18h às 21h.

Pico de consumo

O coordenador de faturamento da  Eletrocar, André Brum, alerta que atualmente é comum que o pico de consumo das residências, por exemplo, se dê justo a partir das 18 h, quando as famílias geralmente chegam em casa e ligam TV, som, computador e tomam banho. O coordenador também alerta que é preciso lembrar ao consumidor ao tomar a opção pela nova  modalidade, que mesmo que durante o período que o imóvel fica vazio, mesmo com consumo reduzido, todo e qualquer equipamento que estiver ligado a tomada estará consumindo. Brum estima que no decorrer de um mês só os aparelhos que ficam ligados em stand-by, respondem por cerca de 10% do consumo de energia da residência.

Já Pedroso revela que em 2017, de modo geral, a média de consumo de energia elétrica dos consumidores residencias da Eletrocar foi de pouco mais 170 kW/h mês, e como a regulamentação orienta que a adesão a Tarifa Branca se dará neste ano ao consumidores que tem demanda anual com média mensal superior a 500 kW/h, a tendência é de que a adesão seja pouco expressiva neste primeiro momento.

Pedroso pondera que é provável que os consumidores que se enquadrem em tal faixa de consumo sejam em maioria os de ligações trifásicas ou estabelecimentos comerciais. O coordenador de faturamento revela que em analise inicial se verificou  que considerando a faixa de consumo indicada pela normativa, de toda a área de abrangência da concessionária cerca de 2500 unidades consumidoras teriam condições de aderir a proposta.

No imóvel do consumidor que decidir pelo novo sistema será instalado um novo medidor de consumo que faz a leitura por períodos. O custo do equipamento deve ser por conta da empresa. Na fatura deverá ser discriminado os valores de consumo em cada período como a demanda na ponta, fora de ponta e intermediário. O assessor de regulação de tarifas explica que após o consumidor se decidir pela adesão a Tarifa Branca a solicitação deverá ser atendida pela concessionária em até 30 dias. Consumidores da subclasse baixa renda não podem aderir a tal opção tarifária.

Voltar para tarifa convencional

O consumidor que tiver optado pela Tarifa Branca poderá retornar à Tarifa Convencional a qualquer tempo, porém no caso de eventual reopção pela Branca, só será possível após o prazo de 180 dias. Pela regulamentação, a partir de 1º de janeiro de 2019 a Tarifa Branca também pode ser opção para unidades consumidoras com média anual de consumo mensal superior a 250 kW/h e a partir de 1º de janeiro de 2020 para todas as unidades consumidoras.

Brum acrescenta que embora já tenha havido consumidores que vieram até a empresa pedir informações sobre a sistemática, até então não houve adesão à nova proposta. Segundo o coordenador, além de explicar como funciona a nova tarifa os servidores da empresa também tem feito um pré estudo de consumo para que o cliente possa considerá-lo ao tomar a decisão. 

 

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