Saúde

Febre amarela: Surto no país não acarreta riscos para o RS, defende especialista

Autor: Daniel Rohrig
Febre amarela: Surto no país não acarreta riscos para o RS, defende especialista
Foto: Divulgação/Agência Brasil

Casos da doença em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia preocupam autoridades de saúde

Na última semana, as notícias a respeito dos casos de febre amarela no sudeste do país causaram preocupação por parte da população e autoridades de saúde. O último balanço da Secretaria de Estado da Saúde de SP, divulgado sexta-feira da semana passada, indicava 40 casos confirmados e 21 mortes em decorrência da doença desde janeiro de 2017. Para tentar conter a proliferação dos casos, o governo do estado de São Paulo antecipou para o próximo dia 29 de janeiro o início do uso de vacinas fracionadas  - dose com um quinto da quantidade padrão - contra a febre amarela. A campanha com doses fracionadas estava prevista para começar no dia 3 de fevereiro.

Os casos de febre amarela no Brasil são classificados como silvestre ou urbana, sendo que o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na urbana, o vírus é transmitido ao homem pelo mosquito Aedes aegypti. Desde 1942 não é registrado nenhum caso no Brasil. Na silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus e os macacos são os principais hospedeiros; nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.

Na sazonalidade 2008/2009, o Rio Grande do Sul registrou 21 casos da febre amarela silvestre em humanos. Desde 1999, é realizada a vigilância de mortes de macacos, com o objetivo de verificar e antecipar a ocorrência da doença, pois a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em uma determinada região. Dessa forma, é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas, e também evitar a urbanização da doença, por meio do controle dos mosquitos transmissores nas cidades.

Para ampliar a cobertura integral de vacinação, a Secretaria Estadual da Saúde (SES), desde a última semana, recomenda a vacinação prioritária contra a febre amarela à população de 34 municípios, localizados no litoral, que anteriormente não faziam parte da área de imunização e controle da doença. Com essa medida, a vacinação será ampliada para todos os municípios do Rio Grande do Sul.

Especialista afirma que não há motivo para pânico

Teoricamente, a vacina para a febre amarela serve para manter uma pessoa imunizada pelo resto da vida. Contudo, de acordo com o imunologista, Arnaldo Porto, caso alguém deseja viajar para áreas endêmicas, deve reforçar a dose. “Dependendo das características do paciente, um vacina pode durar até dez anos. Quem precisar viajar para as áreas afetadas pode tomar uma dose fracionada para que a imunidade possa ser efetiva”, pontuou. As vacinas têm um período, que pode variar entre dez dias e seis semanas, para atingir a proteção esperada. No caso da vacinação contra febre amarela, o não cumprimento do prazo de proteção pode impedir a entrada em alguns países.

Porto ressalta ainda que não há motivo para pânico muito menos para riscos aos gaúchos, visto que o surto ocorreu na região sudeste do país e grande parte do estado está imunizado desde 2009, quando houve casos no RS. “Se uma pessoa não vai viajar para áreas de risco, não há necessidade de fazer a vacina”, completou. A Campanha de Vacinação contra Febre Amarela com doses fracionadas, lançada no início do mês pelo Ministério da Saúde objetiva aumentar a cobertura vacinal em todo o país. As vacinas fracionadas serão adotadas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, com o intuito de aumentar o número de doses aplicadas.

A vacinação de rotina continua da mesma forma, conforme orientação do Ministério da Saúde, nas demais áreas do país: dose única não fracionada para indivíduos que vivem nas áreas de recomendação da vacina e que nunca tomaram a vacina ao longo da vida e viajantes internacionais que irão para as áreas nas quais se exige comprovação vacinal.

A doença

A febre amarela é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos). Os primeiros sintomas são inespecíficos, como febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia (dor nas costas), mialgias (dores musculares) generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período inicial, geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Em poucas horas – no máximo, um ou dois dias - reaparece a febre, a diarreia e os vômitos têm aspecto de borra de café. A doença também atinge o fígado do paciente, podendo provocar doenças hepáticas agudas. Sendo assim, o aspecto amarelado decorrente de doenças ligadas ao fígado dão nome para a febre. 

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