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Economia

Otimismo moderado no setor alimentício

Autor: Redação Diário da Manhã
Otimismo moderado no setor alimentício
Foto: Fabiana Duarte/DM

Supermercadistas registram melhoria das vendas, porém números ainda são considerados baixos pelo setor

O Departamento de Economia e Pesquisa da ABRAS - Associação Brasileira de Supermercados divulgou, nesta semana, que o setor supermercadista passou a reagir à crise econômica nacional. Levantamento feito pela entidade aponta que, no acumulado do ano de 2017, as vendas apresentaram crescimento de 1,25%, na comparação com o mesmo período do ano anterior (acumulado de janeiro a dezembro de 2016). Já a alta estimada para 2018 é de um aumento de 3%, o que ainda não gera grande otimismo aos empresários.

“Podemos dizer que os números são tímidos. É bom, porque houve crescimento, não teve recessão, mas ainda está longe dos valores registrados nos anos de 2010 a 2012, por exemplo, quando o aumento anual de vendas chegava à casa dos 10%”, comenta Paulo Zanferrari, proprietário do Supermercado Economia. Ele destaca que, ao mesmo tempo em que foi registrado o incremento nas vendas, os gastos com insumos básicos para manutenção do negócio também cresceram, como a energia e o combustível. “Sentimos um otimismo, mas é moderado”, disse.

Ainda conforme a Associação, “em dezembro, as vendas do setor supermercadista em valores reais - deflacionadas pelo IPCA/IBGE, apresentaram alta de 20,42% na comparação com o mês imediatamente anterior e alta de 2,55% em relação ao mesmo mês do ano de 2016. Em valores nominais, as vendas do setor apresentaram alta de 20,95% em relação ao mês anterior e, quando comparadas a dezembro do ano anterior, alta de 5,58%. No acumulado do ano, as vendas cresceram 4,75%”.

Números apontam maior confiança na economia

Segundo a análise do economista e professor da Universidade de Passo Fundo, Julcemar Zilli, o indicador apresentado pela ABRAS demonstra que os consumidores passaram a ter maior confiança na economia e a retirar dinheiro das aplicações para outros investimentos. “Os preços médios da economia fizeram com que as pessoas tivessem maior poder de compra, proporcionado pela diminuição da taxa de inflação, melhorando os índices de 2017 em relação ao ano de 2016. Um fator importante é que a Selic passou de 14% a 7% ao ano e fez com que houvesse maior interesse em empréstimos bancários e na busca pelo crediário no comércio”, informa Zilli.

O economista destaca que o varejo é o setor que, tradicionalmente, apresenta reação econômica em curto prazo. “Para os próximos anos, a expectativa é de que os demais setores também retomem o crescimento. As projeções que temos apontam para isso, um PIB que, em 2017, ficou próximo aos 3% ao ano, nos leva a crer que a produção do ano também crescerá, mesmo que 2018 seja um ano de eleições e de Copa, levantando setores como indústria e o agronegócio”, apontou o professor.

 

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