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Saúde

Baixa umidade do ar agrava problemas respiratórios

Autor: Daniel Rohrig
Baixa umidade do ar agrava problemas respiratórios
Foto: EBC/Divulgação

Na última semana, Rio Grande do Sul apresentou índices de umidade relativa do ar abaixo dos 30%, considerados de atenção pela Organização Mundial da Saúde

Tosse seca, ressecamento da mucusa nasal e obstrução das vias respiratórias acompanhada de dificuldades para respirar.  Os sintomas citados predominaram na última semana em praticamente todo o Rio Grande do Sul, provocados pelos índices preocupantes de umidade relativa do ar. De acordo com os sites de meteorologia, os níveis oscilaram entre 30% e 40%, com momentos em que números ainda menores foram registrados. Esse ambiente torna mais grave os problemas respiratórios de quem já sofre com doenças relacionadas ao ar.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece que índices inferiores a 60% não são adequados para a saúde humana, conforme explica a alergista Melissa Thiesen Tumelero. “Com índices como os registrados nessa semana, fica muito mais difícil para o organismo filtrar o ar e aquecer até a chegada nos pulmões. A gente sente aquela respiração pesada, mais ofegante. Qualquer esforço físico gera um desconforto maior. Tudo isso pois o nosso organismo é adaptado para trabalhar com a umidade maior que 60%”, explica.

Para pacientes que sofrem com rinite e tosse alérgica, as complicações são ainda maiores, pois a baixa umidade potencializa os sintomas e os problemas respiratórios. “Com a mucosa seca, o risco de inflamação desses tecidos é maior, o que pode contribuir para o sangramento do nariz e toda a parte respiratória”, completa. De acordo com a alergista, os quadros de tosse alérgica foram os mais incidentes durante esta semana. Os brônquios, responsáveis pelas trocas gasosas nos pulmões, são bastante afetados pelo clima.

Quando falta umidade no ar, o corpo humano sente os efeitos imediatamente. Composto basicamente por 70% de água, praticamente todo o funcionamento depende dela para ocorrer de forma adequada. “Como a nossa pele precisa de uma hidratação contínua, assim como as muscosas, apresentam uma barreira de proteção que possui camadas que mantêm a umidade. Se não há essa barreira, as defesas também baixam a guarda e ocasionam inflamações e complicações.

Efeitos no corpo

Além do sistema respiratório, a pele também é afetada pela baixa umidade. No veraneio, a alta demanda por piscinas contendo cloro pioram o estado de saúde da epiderme, pois o produto também tem efeito desidratante. “São vários agravantes. O uso de protetor solar que não é o adequado, usam cremes que podem dar alergia. Tudo isso com a baixa umidade e o sol forte, a pele sofre em demasia com todo esse contexto”, pontua Melissa.

Algumas alternativas podem ser adotadas em casa para minimizar os efeitos nocivos da baixa umidade. A alergista recomenda prolongar o banho das crianças, por exemplo, a fim de criar um ambiente com a formação de vapor por cerca de quinze minutos. Outra recomendação é quanto a cautela no uso do ar-condicionado a noite toda. O aparelho reduz consideravelmente os índices de umidade no ambiente. Neste caso, uma bacia com água ou um pano molhado pode ajudar na manutenção da qualidade do ar.

Sinais de alerta

Se a aplicação de métodos caseiros não for suficiente, chegou a hora de procurar ajuda médica, orienta Melissa. “Aquela tosse que não melhora, coceira, falta de ar e até sangramento do nariz é hora de procurar um médico. Às vezes usar um remédio que um vizinho toma não resolve e até é contraindicado. O tratamento varia de pessoa para pessoa, mas na maioria das vezes é medicamentoso, para aliviar os sintomas e aumentar a qualidade de vida até que o clima mude”, finaliza a alergista. 

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