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Município desiste da UPA

Autor: Caetano Bortolini Barreto
Município desiste da UPA
Foto: Arquivo

Anunciada há mais de uma década, Unidade de Pronto Atendimento está fora dos planos da administração, que aponta o Hospital Municipal como alternativa. Diferente de Passo Fundo, a UPA de Carazinho, inaugurada há pouco mais de uma semana, já registra números expressivos no atendimento

Solicitada em 2003, e considerada apta para a implementação em 2010, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Passo Fundo, planejada para desafogar o atendimento hospitalar no município, já não faz mais parte dos projetos a serem implementados no futuro. Segundo Carla Beatrice Gonçalves, secretária de saúde de Passo Fundo, a verba que havia sido aprovada foi devolvida para a União. “Inclusive tinha vindo recurso, mas não sei precisar exatamente em que ano que ele foi devolvido, porque a maioria dos municípios que tiveram as suas UPAs construídas acabaram tendo problemas sérios com relação aos recursos disponíveis para a manutenção”, comentou a secretária.

Segundo Carla, essa é uma realidade de todo país. “O Ministério da Saúde enviava recursos, que inclusive estão sendo cancelados, para a construção dos prédios. Mas toda manutenção envolvendo pessoal, estrutura, e muito mais, era por conta dos municípios. Eu sei que tem diferentes tipos de UPA, que envolvem um número de médicos e diferentes estruturas, e sei de vários municípios que solicitaram e montaram uma UPA de nível complexo, mas não tinham como garantir a manutenção, e tiveram de reestruturar esses níveis”, apontou Gonçalves.

Entre as razões para a devolução da verba, além dos custos que a administração municipal alega não ter como arcar (que a secretária Gonçalves afirma serem superiores a R$ 800 mil por mês), existe o fato de que Passo Fundo possuiu um Hospital Municipal, que já faz o papel de pronto atendimento. Róger Teixeira Borges, administrador do Hospital Municipal Beneficente Dr. César Santos, revelou que existe um projeto para suprir a demanda que a UPA deveria atender: “A gente tem tratado já há um bom tempo com a 6ª Coordenadoria de Saúde, junto com a secretaria municipal e com os demais hospitais, sobre reestruturar a questão de atendimento de saúde no município. Atualmente está muito difícil para os hospitais manterem este atendimento, estão ambos sobrecarregados, então a ideia é transformar o Hospital Municipal em uma referência no atendimento de emergência. Isso ainda não está concretizado, mas, com a reforma e ampliação do hospital, poderemos aumentar os serviços, inclusive o número de atendimentos”, argumentou Borges.

Reforma busca aumentar pronto atendimento

O diretor do Hospital Municipal informou que a reforma, que foi autorizada em março, visa sanar algumas das dificuldades do atendimento hospitalar em Passo Fundo. “São mais de R$ 8 milhões que estão sendo investidos, e que vão contemplar a ampliação e reformas do pronto atendimento adulto e pediátrico, farmácia interna, ampliação de leitos, renovação das fachadas, e centro de diagnósticos”. A primeira fase da obra terá a instalação de novos leitos, dois elevadores novos, troca de gerador de energia e novas instalações elétricas e hidráulicas.

Para a secretária municipal de saúde, o atendimento da UPA se assemelha ao do Hospital Municipal. “A UPA é uma unidade para atender aquelas situações agudas, como dor de garganta, febre, diarreia ou dor abdominal. Nela, o médico vai avaliar, podem ser feitos alguns exames, e se necessário o paciente vai ser encaminhado para um hospital ou não. Nesse momento, o Hospital Municipal está recebendo um investimento grande, adequando a estrutura física para aumentar o pronto atendimento, assim vai haver uma estrutura para que se possa cumprir esse papel”. Conforme a administração, diariamente o Hospital Municipal atende uma média de 150 pacientes no pronto atendimento adulto, um número semelhante ao registrado na UPA recém-instalada em Carazinho, que opera com a estimativa de 250 atendimentos diários. Mas, como reitera o diretor do hospital, a decisão ainda está em aberto. “Continuaremos trabalhando até que seja finalizada a reestruturação, para ver se teremos suporte necessário para dar conta desta demanda”, concluiu Borges.

UPA de Carazinho registrou 1500 atendimentos em 10 dias

Na direção oposta da situação de Passo Fundo, a UPA de Carazinho, inaugurada há pouco mais de uma semana, já registra números expressivos no atendimento. “O funcionamento da UPA foi projetado para atender uma média de 150 pessoas diariamente. Mas esperávamos atingir esse número alguns meses depois que o serviço começasse a funcionar, não logo nos primeiros dez dias”, relatou Eder Flores, diretor da UPA. “Em dias com movimento normal, uma pessoa é atendida e já liberada em cerca de 20 minutos. Em dias com movimento maior, aí o atendimento pode demorar um pouco mais”, explicou.

Funcionando 24 horas, a UPA de Carazinho também recebe alguns serviços das unidades básicas de saúde (UBS's), como a realização de curativos, nos momentos em que as unidades não funcionam. Nos sábados, domingos e feriados, a Unidade disponibiliza uma equipe exclusivamente para fazer esse serviço das 8h às 10h.

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