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Redução nos juros do crédito imobiliário anima mercado

Autor: Caetano Bortolini Barreto
Redução nos juros do crédito imobiliário anima mercado
Foto: Caetano Bortolini Barreto / DM

Queda nas taxas da Caixa para imóveis novos e alteração no limite para financiamento de usados são vistas por especialistas como sinal de que a confiança no mercado brasileiro está voltando

A Caixa Econômica Federal anunciou, nessa segunda-feira (16), uma redução das taxas de juros do crédito imobiliário, que passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano para imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (para imóveis com valor de até R$ 800 mil), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (para imóveis acima de R$ 800 mil). Também houve um aumento do percentual do valor do imóvel usado financiado. A proposta, segundo o presidente da Caixa, Nelson Antônio de Souza, é facilitar o acesso à casa própria e estimular o mercado imobiliário.

Para o presidente do Sindicato dos Corretores (Sindimóveis Norte), Marcos Fernando Salvadori, esse anúncio da Caixa é o reflexo da nova realidade brasileira. “O mercado estava precisando disso, pois a taxa Selic baixava bastante, e o juro habitacional permanecia alto, e essa queda na taxa reflete na prestação e na comprovação de renda. Com essa prestação menor, a comprovação de renda fica mais acessível”, apontou. Pablo Lima, vice-presidente dos incorporadores do Sindicato Indústrias Construção do Mobiliário Passo Fundo (Sinduscon), vê nessa medida uma chance para o mercado imobiliário crescer: “A queda dos juros abre a possibilidade da migração dos investimentos de renda fixa e semelhantes para o FGTS, ou seja, a poupança. E como o founding do mercado imobiliário é o FGTS, esse dinheiro a mais faz com que os agentes financeiros disponibilizem capital para as instituições financeiras possibilitarem o financiamento, e assim automaticamente aumenta a demanda, e com isso todo o setor fica aquecido”, indicou.

A última redução de juros feita pela Caixa havia ocorrido em novembro de 2016, quando as taxas mínimas passaram de 11,22% para 9,75% ao ano para imóveis financiados pelo SFH, e de 12,5% para 10,75% ao ano para imóveis do SFI.

A queda de -1% no juro do financiamento habitacional, embora pareça pequena, tem relevância na confiança do setor bancário no mercado. “Esse 1% é um monte, mas claro que depende muito da demanda certa do setor bancário, já que o spread (lucro) dos bancos ainda é muito alto, pois eles ainda acham que é arriscado emprestar para o público. Essa desconfiança ainda existe porque os bancos ainda acham que é grande o número de endividados. Assim que o mercado dá mostras que abrandou esse endividamento, os bancos baixam o spread, e assim baixa também o custo, e aí aumenta mais o fluxo de compra e venda de apartamentos”, exemplificou Lima, que complementou: “Existem dois fatores para baixar o spread bancário: um é a confiança do próprio agente na inadimplência ou não, e o outro é a concorrência entre os bancos, pois se um banco baixa o spread pois está mais confiante, o outro vê que isso resultou em mais vendas, sente que está perdendo, e baixa o spread também. E isso cria um ciclo, que deixa o mercado mais confiante”. Salvadori concorda: “Estávamos indo na contramão: a taxa Selic baixava, mas a taxa de juros continuava no mesmo índice, porque não tinha dinheiro disponível. Mas agora que houve um aumento na arrecadação, já se pode emprestar mais dinheiro por valores menores”.

Financiamento de imóveis usados

Além da redução na taxa de juros para imóveis novos, o banco alterou também o limite de cota de financiamento do imóvel usado, que aumentou de 50% para 70%. Em setembro do ano passado, a Caixa tinha reduzido para 50% do valor do imóvel o limite máximo de financiamento.

O presidente do Sindimóveis Norte explica que essa alteração também era algo esperado: “Hoje não tem ninguém que tenha verba suficiente para arcar mais de 50% do valor total de um imóvel usado, por isso que este tipo de imóvel está estocado”, revelou Salvadori. Lima reitera que esse tipo de negociação atua em conjunto com o financiamento para imóveis novos, na função de movimentar a economia. “O imóvel usado tem um valor mais baixo, mesmo assim ele não tem uma taxa de vacância tão grande. Então se o juro do imóvel novo baixa, começa a aumentar a demanda para imóvel novo, e isso faz com que aumente a confiança no mercado. E, automaticamente, mesmo que o financiamento do usado não seja tão abrangente, a alta na demanda por imóveis acaba refletindo no usado, então isso pode ser um movimento estratégico da Caixa”, relatou o vice-presidente dos incorporadores do Sinduscon. A Caixa também retomou o financiamento de operações de interveniente quitante (imóveis com produção financiada por outros bancos) com cota de até 70%.

Sistemas de financiamento

Pablo Lima reitera que o cenário econômico tem dado mostras de retomada, mesmo que tímida, e que as instituições financeiras estão atentas à essa movimentação. “O sinal que a Caixa nos dá é que a confiança no mercado brasileiro, de maneira geral, está aumentando. Por exemplo, no mercado paulista, que é o mais resiliente do país, já está acontecendo o aumento na compra, venda e alugueis, que também ditam a velocidade de vendas. Nós não sentimos isso ainda aqui no Rio Grande do Sul pois esse movimento demora, já que dependemos indiretamente do resultado desses cenários, mas em pouco tempo essa realidade muda aqui também”.

Marcos Salvadori conclui explicando que, mesmo com juros ainda acima da taxa Selic, o financiamento ainda é a opção mais atraente para quem quer investir ou morar: “O financiamento habitacional continua sendo o melhor negócio, porque o interessado tem o dinheiro disponível no momento da apreciação do seu crédito, ao contrário de outras modalidades, como o consórcio habitacional, que depende de sorteio e lance. Todos os financiamentos habitacionais são regulamentados pelo Banco Central, o que muda de um banco para o outro é a taxa de juros”.

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