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Saúde

UPA não será base operacional do SAMU

Autor: Alessandro Tavares
UPA não será base operacional do SAMU
Foto: Arquivo / DM

Por não haver espaço suficiente na estrutura da UPA para acomodar também os profissionais do Samu Avançado, a base das duas equipes permanece onde está. Prefeitura começa a trabalhar em projeto para construir uma sala anexa para futuramente mudar a base de local 

Embora tenha espaço para acomodação da equipe do Samu Básico, a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas de Carazinho (UPA)  não irá ser a base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo menos não em um  primeiro momento. Com isso, o serviço continua tendo como sede um prédio localizado nas proximidades do hospital.

A secretária de Saúde de Carazinho, Anelise Almeida, confirma que por ora o Samu Avançado e o Básico não mudarão de base, ou seja, não serão deslocados para junto da UPA, inaugurada no mês passado no bairro Operária, conforme tinha sido previsto inicialmente. “O planejamento da UPA foi feito na época em que a cidade só tinha previsão da Unidade Básica do Samu e a construção foi feita pensando só neste serviço, depois se confirmou o Samu Avançado, mas o projeto da UPA acabou não prevendo em sua estrutura tal espaço. Contatamos com a questão da regulação e não chega a ser exigência para o credenciamento, por isto decidimos que a base fica onde está e vamos construir futuramente  um espaço  anexo ao que já se tem na UPA para o  Samu Avançado”, explica a secretária.

De acordo com Anelise, o projeto para a construção de  mais cômodos  para a instalação do Samu Avançado será iniciado nos próximos meses, mas a obra em si não deve começar porque essa condição não chega a ser considerada de emergência. “Vamos tentar o apoio político para viabilizar essa construção focando a utilização dos nossos recursos na prestação dos serviços”,  comenta Anelise.

O tempo de resposta do Samu na cidade

O enfermeiro Cleverson Metzdorf, coordenador do Samu em Carazinho, revela que atualmente o serviço tem tempo médio  de resposta nos chamados horários de pico do trânsito que varia entre 8 e 10 minutos em  qualquer um dos trevos da cidade. O tempo  considera o período entre a unidade de Carazinho ser comunicada do fato pela central reguladora que fica sediada em Porto Alegre até a equipe chegar ao local onde está o paciente.

Como a UPA está localizada no bairro Operária, ou seja, mais próxima do extremo Sul da cidade, a tendência seria de que o tempo de resposta das ambulâncias do Samu aumentasse caso houvesse a mudança de endereço. O coordenador comenta que embora se perceba que parte considerável dos chamados atendimentos clínicos se concentrem nos bairros Conceição e Santa Terezinha, os casos de acidente de trânsito em sua grande maioria ocorrem na  região mais central da cidade. Outro local da cidade que tem elevado quantitativo de acionamentos para atendimentos clínicos é o bairro Oriental.

Peculiaridades do serviço

Metzdorf conta que para cada atendimento os materiais usados por exemplo na imobilização do paciente na maioria das vezes demoram algum tempo para serem liberados. Hoje, como a base do Samu está há poucos metros do Hospital de Caridade de Carazinho (HCC), a equipe deixa os materiais no Hospital e volta  para a base retornando geralmente duas horas depois ou mais para buscar os equipamentos que tinham sido deixados na casa de saúde junto com o paciente.  Todos os materiais precisam ser higienizados e esterilizados após cada atendimento.

No caso da base do serviço mudar para UPA, deve aumentar o trecho de deslocamento do veículo para buscar os materiais quando de casos de pacientes encaminhados ao Hospital. Haveria ainda a possibilidade de que os funcionários do serviço de emergência aguardassem a liberação do material, porém, assim o profissional do SAMU ficaria por mais tempo longe da base e, por consequência, a cidade descoberta para um eventual atendimento.

Metzdorf explica que no caso de um paciente imobilizado, por exemplo, mesmo aos cuidados do Hospital, alguns atendimentos e procedimentos são feitos com este acomodado ou utilizando material de uso do Samu, o que dependendo da condição do paciente ou do procedimento que está sendo feito pode demorar horas.

Outra situação na hipótese de separação dos serviços Básico e Avançado é o custo com o serviço administrativo, que hoje se concentra no coordenador, que também é enfermeiro. No caso da separação das unidades, provavelmente iria incidir na contratação de mais uma pessoa. O enfermeiro destaca que a Central de Regulação do Samu, embora há cerca de 15 dias tenha reconhecido a UPA como uma nova referência de encaminhamento de pacientes atendidos pelas ambulâncias e não mais apenas o HCC, se posicionou desfavorável ao fato de fracionar o serviço. Por dia as duas equipes do Samu fazem uma média de cinco atendimentos e segundo o coordenador com o credenciamento da UPA na central reguladora do Samu a distribuição dos atendimentos tem sido praticamente a metade para UPA e HCC. 

Volume de atendimentos na UPA superior ao esperado 

Inaugurada no dia 4 de abril, no primeiro mês de atividades, conforme Anelise, a UPA realizou pouco mais de 5,3 mil atendimentos, com média diária de 178 pessoas recepcionadas. A demanda é considerada alta, uma vez que a previsão da Secretaria era de que a partir do terceiro mês, quando a população estivesse habituada ao novo serviço, acontecessem em torno de 4,5 mil atendimentos por mês. 

Contato com o 192 deve ficar um pouco mais ágil  

Tem sido crescente a reclamação da população quanto à demora no contato com os profissionais que atendem o telefone 192 para o acionamento das ambulâncias do Samu. Todas as chamadas caem na central reguladora do serviço, que fica em Porto Alegre, e é a mesa reguladora que aciona a base das cidades de onde a ambulância é despachada para o local do fato. Todo o contato feito precisa passar pelo atendimento de um dos médicos que está na Regulação. São eles que decidem se é a Unidade Básica ou a Avançada que deve ser deslocada, mas a pouca quantidade de médicos atuando no serviço tem sido um empecilho para a agilidade.

Metzdorf revela que no Estado atuam 161 bases do Samu e frisa que para atender a demanda estadual seria preciso haver por turno entre 8 e 10 médicos no atendimento da mesa de regulação. No entanto, segundo o enfermeiro, o que tem ocorrido é de há períodos em que têm ficado na central reguladora entre dois e três profissionais. “Não há uma expectativa de mudança a curto prazo, todos sabem da crise do Estado e isto tem atingido o serviço de emergência, embora não devesse, pois trata-se de vidas. Porém, foi acordado em reunião na semana passada que se teria a possibilidade da ambulância ser liberada pelo  enfermeiro da central  reguladora em alguns dos casos de acordo com protocolo”, diz  Metzdorf.

Os casos que se encaixam nesta definição acordada na reunião são os acidentes de trânsito, pacientes vítimas de arma branca e de fogo, queimaduras, parada cardíaca e outros.

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