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Economia

Juros menores e procura maior animam mercado imobiliário

Autor: Caetano Bortolini Barreto
Juros menores e procura maior animam mercado imobiliário
Foto Caetano Barreto / DM

Redução da taxa de financiamento e busca por aluguéis têm atraído investidores na região

O setor imobiliário tem vivido uma relação de altos e baixos com o mercado nos últimos seis meses. O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, teve inflação de 1,12% na primeira prévia de maio. Porém, uma série de ajustes nas taxas, e um aumento na procura por aluguéis, tem feito a construção civil e toda área de imóveis respirar com novo ânimo.

De um lado, as contas pesam mais. A taxa do IGP-M atual é superior ao apurado em abril (0,18%), segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), acumulando 3,19% no ano deste janeiro, e de 3,99% em 12 meses. Ainda conforme o FGV, o avanço da inflação foi provocado principalmente pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que analisa este segmento, ficou em 1,58% na primeira prévia de maio, acima do 0,14% da primeira prévia de abril.

Adicionando ainda mais na balança dos custos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em seu último anúncio, apontou que o Índice Nacional da Construção Civil variou 0,26% em abril, o que representa uma alta de 0,12 ponto percentual em relação ao mês anterior. Essa taxa foi influenciada, em grande parte, pelo aumento no orçamento com mão de obra, que variou em 0,37%, aumento significativo em comparação a março de 2018. A parcela dos materiais continua em crescimento: o custo nacional da construção, por metro quadrado, ficou R$ 1.077,16, sendo R$ 554,15 relativos aos materiais e R$ 523,01 à mão de obra. Apesar de ter apresentado alta de 0,10 ponto percentual na comparação com o ano passado, terminou abril com a menor taxa do ano, 0,14%.

Queda nos juros impulsiona procura

Mesmo com os números negativos, o Índice de Preços ao Consumidor, que analisa o varejo, teve uma leve queda na inflação, ao passar de 0,22% na prévia de abril para 0,21% na prévia de maio. E para incentivar o setor, a Caixa anunciou ainda em abril uma redução das taxas de juros do crédito imobiliário e aumento do percentual do valor do imóvel financiado. Após a medida, as taxas mínimas passaram de 10,25% ao ano para 9% ao ano, no caso de imóveis do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), e de 11,25% ao ano para 10% ao ano para imóveis enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Para Leonardo Gehlen, presidente do Sindicato Indústrias da Construção e do Mobiliário de Passo Fundo  e Região (Sinduscon), o reajuste da Caixa foi o impulso que faltava para o setor voltar a produzir. “A gente sente que o investidor está voltando ao mercado. Hoje, a renda fixa no banco tá praticamente nula, em torno de 0,4%, bem diferente do que ocorria há um ano atrás, quando estava pagando próximo de 1%. Nessa época o investidor não queria saber de aluguel. Para que comprar e alugar se ele estava ganhando mais no banco? Mas com essa queda brusca nos juros, o investidor então volta a pensar no mercado imobiliário, tirando o dinheiro do banco para negociar de novo em uma modalidade que é um porto seguro”, apontou.

Valor do aluguel tende a ser estável

Gehlen vai além e afirma que os números em alta no IGP-M refletem o interesse renovado na busca por imóveis alugados. “A inflação dos aluguéis é devido à volta da procura. O cidadão volta a procurar imóveis para alugar, e isso faz com que o investidor, que compra móveis para esse fim, tenha novo ânimo, já que com o dinheiro parado em investimento bancário não está rendendo o mesmo que rendia”.

O presidente do Sindicato dos Corretores (Sindimóveis Norte), Marcos Salvadori, concordou que a procura aumentou e cita que, assim como tem ocorrido nos últimos anos, os proprietários de imóveis provavelmente não repassarão o aumento da inflação para manter o mercado aquecido: “Os aluguéis têm uma tendência de se estabilizar, até porque esse reajuste anual do IGP-M foi mínimo, o que significa absolutamente nada”, ressaltou.

Salvadori, porém, alega que não foi a ação da Caixa em reduzir tributos que atraiu o investidor, e sim a melhora da qualidade dos imóveis. “O investidor sempre existe, mas ele está atrás de boas ofertas, querem imóveis de bom padrão, boa localização, e bons preços. Por isso, nós temos que ter no mercado imóveis que satisfaçam esse investidor. Não é por uma taxa mais acessível que o investidor vai querer aplicar, é preciso antes oferecer qualidade”. E, nesse sentido, afirma que a construção civil hoje tem produtos melhores a oferecer: “Os nossos construtores e incorporadores estão se aperfeiçoando cada vez mais e ofertando coisas com maior qualidade”.

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