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Ataque a bancos no interior será tema de audiência pública

Autor: Redação Diário da Manhã
Ataque a bancos no interior será tema de audiência pública
Foto: Rádio Tapejara

Solicitação do vice-presidente da Assembleia Legislativa, Juliano Roso (PCdoB), à Comissão de Segurança e Serviços Públicos da AL contempla debate

Foi protocolado junto à Comissão de Segurança e Serviços Públicos da Assembleia Legislativa do RS um pedido do vice-presidente da Casa, deputado Juliano Roso (PCdoB), para a realização uma audiência pública com objetivo de discutir os constantes ataques a bancos e instituições financeiras em cidades no interior do Estado.

Dados apontam que são frequentes as ocorrências envolvendo agências bancárias, segundo a secretaria de Segurança Pública do RS, que também releva o crescimento do número de assaltos neste ano se comparado ao início de 2017. No ano passado foram registrados, em janeiro, 17 assaltos e em fevereiro 21. Já em 2018, em janeiro o número chegou a 20 e em fevereiro 21. Porém, mesmo sem dados oficiais, os meses de março e abril deste ano também obtiveram grande número de registros sobre assaltos a estabelecimentos bancários.

O delegado chefe da Polícia Civil no Rio Grande do Sul, Emerson Wendt, destaca que os ataques e roubos a bancos preocupam muito a instituição, tanto que em fevereiro a Polícia Civil reforçou a equipe do Departamento Estadual de Investigação Criminal (DEIC) para auxiliar nos trabalhos das situações que ocorrem em todo o estado.

Porém, segundo Wendt, os criminosos que atuam neste segmento são bem organizados e os trabalhos de investigação destes fatos surtem efeito a médio prazo. De acordo com o chefe de polícia, nota-se que é característica dos criminosos envolvidos neste tipo de prática o envolvimento com facções criminosas.

No Estado, segundo Wendt, já foram mapeados aos menos 12 grupos de bandidos com ações do gênero. “Há uma relação muito forte dos assaltos a banco com facções criminosas. Elas se organizam muito bem efetivamente. São vários grupos em atuação no Estado. Nós levantamos ao menos 12 grupos diferentes de atuação no Rio Grande do Sul com algumas lideranças já presas e outras que ficam na rua, mas os que ficam na rua tem conhecimento da prática e acabam montando outros grupos. Isto está sendo monitorado de perto pelo sistema de inteligência e a conexão com outras instituições. O objetivo é a médio prazo podermos desbaratar mais grupos criminosos”, afirma Wendt.

Em 2017, dos 251 dias úteis do ano, em 207 deles foram registradas ocorrências envolvendo agências bancárias. “Solicitamos uma audiência pública, pois a situação está preocupante. Se olharmos os dados, em 80% dos dias úteis de 2017 tivemos assaltos a agências bancárias, a maioria no interior do Estado, levando insegurança a estas populações, causando prejuízo à sociedade como um todo. Queremos discutir esse tema com todos os setores envolvidos e buscar uma solução”, destacou Juliano.

Devem ser convidados todos os setores da segurança pública do RS, Famurs, Sindicatos dos Vigilantes, Sindicato e Federação dos Bancários, Febraban e Exército, além da comunidade. O secretário estadual de segurança também deve ser ouvido sobre ações do governo para coibir esse tipo de crime. A data deve ser definida assim que a solicitação for aprovada e deve ocorrer na Assembleia em Porto Alegre.

Prejuízo com os danos causados é maior que os valores levados

O Diretor Executivo da Central Sicredi Sul /Sudeste, com atuação nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo e Minas Gerais, Gerson Seefeld, destaca que já há algum tempo o tema segurança, em especial no Rio Grande do Sul, é pauta diária da Central Sicredi Sul /Sudeste.

O gestor comenta que a maior preocupação da instituição é com a integridade dos seus colaboradores e dos associados. Neste aspecto, Seefeld pondera que das ações criminosas já registradas até então, as partes foram minimamente envolvidas.

O executivo revela também, no entanto, que o maior prejuízo em valores não é o que eventualmente acaba sendo levado pelos ladrões nos ataques, mas os danos que por vezes são feitos nas estruturas das agências e caixas eletrônicos, principalmente quando do uso de material explosivo. O valor desembolsado em cobertura de seguros também tem sido crescente.

Por questões estratégicas, os valores não são divulgados. “Segurança tem sido algo que sempre preocupa. Só no Rio Grande do Sul são quase 600 agências e somos a maior rede de atendimento. Em Santa Catarina são 110 agências e estamos em um processo de expansão, mas segurança é algo que entrou na nossa pauta diária, pois nos deparamos semanalmente com essas situações”, diz Seefeld.

De acordo com o gestor, os seguros não cobrem todos os prejuízos. “Temos seguros para os valores, embora eles não cubram o valor total que acaba sendo subtraído. Mas o grande ponto que mais nos deixa preocupados é que quando ocorrem intervenções com explosivos, por exemplo, o prejuízo ao patrimônio de máquinas e ao ambiente físico é maior do que o volume financeiro que é subtraído”, revela Seefeld.

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