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Cultura

Festival da Seara da Canção não deve acontecer este ano

Autor: Redação Diário da Manhã
Festival da Seara da Canção não deve acontecer este ano
Foto: Arquivo/ DM

Festival chegaria à sua 21ª edição em 2018, mas a tendência é de que o evento não aconteça

Sereno Azevedo
Marcelo Fripp
Rodolfo Sgorla da Silva
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A semana começou com a confirmação de que Carazinho não terá este ano a Seara da Canção. A indicação é de que o festival passará por reformulação, sendo realizado a cada dois anos. Foi de 7 a 10 de dezembro do ano passado que aconteceu a 20ª edição do evento.

A expectativa era de que em 2018 haveria uma sequência para o festival. Quem fala sobre o festival é o tradicionalista Cláudio Hoffmann. “Estive presente em funções importantes da coordenação da Seara, quando o festival entrava em sua segunda edição. Por muito tempo trabalhei na organização do evento. Analisando o momento, algumas decisões são compreensíveis, pois o custo de promoção de um festival ficou elevado”, disse.

Por outro lado, ele lembra que a Seara leva o nome de Carazinho para outras fronteiras, divulgando a cultura e a música nativista. “Também acompanhei as últimas edições da Seara. Especialmente na última foi possível perceber, de forma clara, a falta de público, mesmo com toda a estrutura montada para a realização do festival. O Parque mostrou que não é local apropriado para o evento”, avaliou Hofmann.

Segundo ele, existem alguns fatores que contribuem para o distanciamento do público, principalmente, dos mais jovens, que não conhecem a música nativista, muitas vezes por falta de iniciativas que levem a eles este sentimento cultural do município através da Seara da Canção. “Perdemos pelo caminho aquela identidade que havia. A cidade respirava o festival”, destaca Hoffmann. No seu entendimento, a Seara precisa chegar ao público mais jovem, nas salas de aula, nas empresas, para que haja um resgate da identidade da Seara da Canção.

No encerramento da 20ª edição da Seara, na madrugada do dia 11 de dezembro do ano passado, o Prefeito Milton Schmitz fez um rápido discurso de agradecimento a organizadores e patrocinadores e, também, apontou para a sequência do evento em seu mandato. “Nos próximos três anos estaremos fazendo, então, repito, vida longa à Seara, porque essa é a primeira de todas as que faremos em nosso governo”, previu.

Segundo o prefeito, porém, “o assunto não foi discutido como possibilidade para se realizar em 2018”. Conforme Schmitz, “não há planejamento para este ano, mas a ideia é de propor a realização para 2019 e em outra data, pois dezembro não é uma boa época em razão do horário de verão”. Para o Prefeito, o horário de verão estende o dia por mais horas, por consequência, o evento tem seus horários atrasados em virtude da iluminação de palco.

A descontinuidade

Criada em 1981, a Seara da Canção já colocou nos palcos grandes nomes da música nativista do Rio Grande do Sul. Dez edições da Seara da Canção, do primeiro ano até 1990, aconteceram anualmente. A 11ª edição do festival, de 1991, foi chamada de A Seara das Searas, com consulta popular das 24 melhores músicas de todas as edições já realizadas. Do evento que coroou o festival surgiram momentos de incertezas. Poucas são as informações sobre as edições realizadas entre a Seara das Searas e o 15º festival.

Em 2010 o evento foi retomado em sua 16ª edição. Tudo parecia estar voltando à normalidade, tanto que houve uma sequência em 2011, com a 17ª edição, e em 2012, com a 18ª. Mas, mais uma vez, o festival ficou pelo caminho.

Somente em janeiro de 2015 o festival foi retomado, com a 19ª edição. Mais uma parada em 2016 e 2017.

Em dezembro do ano passado a Seara volta aos palcos. Porém, o público não se fez presente de forma significativa. A certeza no momento é de que o festival mais uma vez ficou pelo caminho, sem sequência. Ao final de 2018 serão quase 30 anos para a realização de nove edições. No auge, que aconteceu na década de 80 e começo dos anos 90, foram 11 edições. 

Quem passou pelo palco da Seara

Grandes nomes da música nativista passaram pelos palcos da Seara da Canção. Quem acompanha festivais nativistas sabe o quanto o festival de Carazinho colaborou para o surgimento de outros eventos do gênero e na carreira de grandes nomes como: Rui Biriva, Porca Véia, Borguetinho, Daniel Torres, César Passarinho, Dante Ramon Ledesma, Fátima Gimenes, Gujo Teixeira, Jean Kirchoff, Érlon Péricles, Pirisca Grecco, Miguel Marques, Loma, Leonardo Paim, Neto Fagundes, Robledo Martins, Jari Terres, João de Almeida Neto, Elton Saldanha e Edson Otto.

Carazinho, que pode ser considerado um dos berços do nativismo, também possui na sua história nomes importantes para os palcos, entre intérpretes e compositores, como Mário Veríssimo, Odilo Gomes, Darci Vieira, José Américo Xavier, Rodrigo Xavier, Marize Brender, Josane Franco, Maurício Machado, Décio Fernando Neuls e Edson Otto.

Um dos momentos mais marcantes da história do festival aconteceu na década de 1980, quando a voz de Rui Biriva eternizou os versos de “Santa Helena da Serra” como um dos maiores clássicos que a Seara presentou para o nativismo.

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