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Combustível pesa no bolso do agricultor

Autor: Caetano Bortolini Barreto
Combustível pesa no bolso do agricultor
Foto Matheus Moraes / DM

Produtores e representantes agrários defendem protestos dos caminhoneiros e alegam que também sofrem com a política de preços adotada pela Petrobras

Desde o início da semana, uma série de protestos tem alterado a rotina da população brasileira. Revoltados com a política de preços praticados pela Petrobras, que sancionou a alteração diária nos combustíveis baseada no mercado internacional, caminhoneiros estão parados nas rodovias de todo país, e o movimento tem a adesão de representantes de várias classes trabalhadoras e produtoras do Brasil.

Impactados diretamente pela situação, os agricultores também apoiam a causa. “Somos parceiros dos manifestantes, levamos as máquinas agrícolas para a BR 285, e o Sindicato Rural de Passo Fundo está junto nesse protesto”, afirma o presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo, Jair Rodrigues. Segundo ele, as medidas tomadas pelo governo estão causando prejuízo ao agricultor: “Hoje, a despesa que o produtor tem com o diesel é muito grande. Quase tão grande quanto os gastos com o fertilizante. E isso vem acarretando custos não só direto para o produtor na colheita e no plantio, mas no transporte também. Quando a gente compra o fertilizante, ou quando a carga é transportada para o porto, o frete fica maior, e isso cada vez mais onera o produtor”.

Cargas paradas e escassez de produtos

O agricultor Júlio Borella, presente nas manifestações, conta que a paralisação está fazendo com que recursos básicos deixem de chegar nas cidades. “A situação que estamos observando é que está começando a chegar relatos de falta de combustível. Vários postos de combustíveis, principalmente aqueles que dependem dos caminhões e não pegam do terminal aqui da cidade, já estão fechados, em outros algum tipo de combustível está faltando”, informa. E isso também está afetando o produtor. “Em algumas regiões não estão deixando o caminhão do leite passar, o produtor está tendo um prejuízo enorme, pois ele está tendo que jogar fora a produção. E também tem regiões em que a empresa receptadora de leite não tem mais os insumos para receber o produto, daí não adianta também o leite chegar na indústria se não tem mais caixinha para colocar essa carga, e isso vai piorando, algum prejuízo vai atingir o produtor”, relata o representante do Sindicato Rural.

Para Júlio, se nenhuma medida for tomada, a conta dessas manifestações virá e será mais uma despesa para o consumidor: “No primeiro momento, nossa paralisação não impacta nos preços. Mas no instante em que começar a chegar os alimentos novamente, se o governo não atender à demanda da greve, que é a redução dos impostos, provavelmente vai continuar aumentando o preço”.

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