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Avança processo de concessão da BR 386

Autor: Redação Diário da Manhã
Avança processo de concessão da BR 386
Foto: Divulgação/DM

Para garantir a duplicação da rodovia na região Norte do RS, Governo permitirá a instalação de quatro pedágios até a região metropolitana

Isabella Westphalen
Caetano Barreto

Recentemente o Tribunal de Contas da União (TCU) liberou a publicação do edital de concessão do lote rodoviário da chamada “Rodovia de Integração do Sul” (RIS), que é composto pelas rodovias gaúchas BR's 101, 290, 386 e 448. A ideia é que a empresa escolhida administre e invista na recuperação de uma rota de 473 quilômetros na malha rodoviária do estado.

Segundo o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Carazinho e Região (Sindicar), Moisés Santos, desde o início do projeto, em 2014, foram favoráveis à ideia, porém, contra a instalação das praças de pedágio, pois isso significaria um aumento significativo na conta de quem saía da região até Porto Alegre. “Na época, existia a tarifa de R$ 11,50, então, um veículo pequeno gastava quase R$ 100,00 para ir e voltar de Porto Alegre. Desta forma, houve uma manifestação popular e junto com outras cidades conseguimos modificar bastante coisa”, explicou Santos.

Ele afirma entender que, devido ao caos econômico do governo federal e as más gestões públicas, a obra deve acontecer, mas não desta forma. “Tem que acontecer, até para maior segurança do usuário das estradas, mas deve ser aportado dinheiro público, não mais sangrando a comunidade através de praças de pedágio”, salientou o presidente.

O prazo é de 30 anos para explorar as vias, tendo um investimento de R$ 8,5 bilhões. As sete praças de pedágio a serem exploradas são nos trechos das cidades de: Três Cachoeiras, Santo Antônio da Patrulha, Gravataí, Montenegro, Paverama, Fontoura Xavier e Victor Graeff.

Atenção da comunidade

De acordo com Santos, ainda é preciso aguardar o processo licitatório andar, pois pode apresentar mudanças, portanto, após vir a público a empresa escolhida para a obra, o presidente pede a atenção da comunidade com o assunto. “Temos que ver quais as propostas que as empreiteiras vão fazer, observar, porque uma vez que elas têm conhecimento que a comunidade está atenta aos fatos, devem trazer vantagens, por isso temos que aguardar”, afirmou o presidente.

As tarifas de pedágio previstas, inicialmente, para veículos de classe 1 (automóvel) foram de R$ 7,48 por praça de pedágio. Assim, uma viagem de carro de Passo Fundo ou Carazinho a Porto Alegre, por exemplo, custaria quase R$ 30, passando por quatro pedágios. Já para a passagem de caminhões e ônibus o valor previsto é de R$ 14,96.

Associação conseguiu alterar ponto de cobrança

Na proposta inicial da Rodovia Integração Sul, alguns pontos onde haveria a praça de pedágio foram questionados pelos municípios nos arredores. E ao menos um deles foi alterado após a tratativa de uma associação de prefeitos: “A gente sempre brigou com essa causa, principalmente por conta dos valores. O caminho para Porto Alegre não é uma dificuldade, pois a usamos pouco essa rota, mas nosso problema maior era aqui mesmo, pois uma praça fica entre Soledade e Passo Fundo, que é a viagem que a gente mais faz. Conseguimos mudar a localização dessa praça de pedágio, que era pra ser aqui em Mormaço, e foi alterada para a divisa de Tio Hugo com Victor Graeff, e nosso fluxo de ambulância e o transporte de alunos para a faculdade conseguiu escapar da cobrança”, informou Rodrigo Trindade, presidente da  Associação dos Municípios do Alto da Serra do Botucaraí (AmasbI).

Trindade, atualmente prefeito de Mormaço, explica que o projeto da nova rodovia não foi bem aceito pela comunidade. “Nas nossas reuniões anteriores a gente discutia que, se os valores fossem justos, e a gente tivesse uma estrada boa, tudo bem, mas as propostas que nos apresentaram são sem condições”, detalhou o presidente da Amasbi. Para Trindade, o ponto que mais causou discussão e desconfiança dos administradores municipais foi a parte que indica os prazos para o trabalho da empreiteira que vier a ganhar a licitação e, principalmente, a promessa da duplicação do trecho que liga Lajeado a Carazinho. “Eu não acredito muito nesse projeto, pois eles querem começar cobrando, e o prazo é de 30 anos pra concluírem a obra, daí não levo fé. E ainda nas reuniões da diretoria anterior, o pessoal não concordou muito, e agora não foi mais falado do assunto. Mas esses prazos do edital ninguém tá concordando”, denunciou.

Caminhoneiros

Passado o período da manifestação dos caminhoneiros, Santos afirma que agora a tarifa nova melhora um pouco a situação dos autônomos, tabelando o preço do frete mínimo, porém, algumas dificuldades ainda seguem acontecendo e o pedagiamento dos trechos da “Rodovia de Integração” é uma delas. “Com mais praças de pedágio, seguramente, vai haver um custo de 12% a mais na planilha de custos de cada transportadora e motorista, incluindo o diesel e as praças de pedágio”, comentou Santos.

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