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Sem garantia de preço mínimo, triticultor freia o plantio

Autor: Sereno Azevedo
Sem garantia de preço mínimo, triticultor freia o plantio
Foto: Arquivo/DM

Custo de produção que em abril apresentou uma alta de mais de 2% também desestimula produtores, que não devem aumentar a área plantada em comparação a 2017

Mesmo com o zoneamento técnico aberto para o plantio do trigo, produtores ainda avaliam qual o tamanho da área que irão destinar à principal atividade de cultivo no inverno: o trigo. O economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antônio da Luz, fala em aumento no custo de produção em 2% tendo por base os números do mês de abril.

Segundo ele, em abril de 2017, o desembolso na formação de um hectare com o cereal era de R$ 1.910,49 e este ano, no mesmo período, está em R$ 1.957,32. Já o custo total com arrendamento da terra estava em abril do ano passado em R$ 2.418,32 e em 2018 está em R$ 2.477,74. “Um custo de produção maior influencia na hora do produtor decidir se vai ou não plantar e quanto deverá plantar”, salienta Luz.

De acordo com o economista, os números mostram uma redução de 8% no valor dos químicos, mas uma elevação de 13% nos fertilizantes. Lembra que no custo de produção tem ainda a questão do preço do óleo diesel. Já em relação ao preço da cultura, ele destaca que no momento esse é um fator positivo, pois gira na casa dos R$ 41, valor acima dos R$ 28 em que se manteve por um bom período.

Área plantada não deve aumentar

A análise do presidente da Comissão de Trigo da Farsul, Hamilton Jardim, é de cautela quanto às projeções de plantio do cereal neste ano. “Tudo indica que este ano o estado gaúcho vai repetir a mesma área de trigo plantado em 2017, quando o cereal ocupou cerca de 700 mil hectares. O preço no momento até pode ser atraente, mas o produtor fica inseguro em relação ao futuro, pois sem política pública de preço mínimo tem medo de plantar e depois comercializar a valores insignificantes,” salienta Hamilton.

Para o presidente da comissão de trigo, dois fatores neste momento influenciam os triticultores a, pelo menos, manterem a mesma área plantada em 2017, que é o preço médio de R$ 41,00 e o fator climático, que no estado do Paraná vem comprometendo a cultura este ano.

Trigo ocupa 11% da área agricultável

Conforme Hamilton, mantendo a mesma área da safra passada, cerca de 700 mil hectares no estado, o trigo deverá ocupar no máximo 11% da terra agricultável. Para se ter uma ideia da proporção, soja e milho juntos ocupam 6,4 milhões de hectares na safra de verão. “Com políticas públicas de preço mínimo garantido pelo governo aos produtores temos condições de plantarmos 1,5 milhão de hectares com trigo no Rio Grande do Sul. Depois do acordo como Mercosul, o trigo virou moeda de troca, com a entrada do trigo argentino no Brasil.  A entrada do cereal deles aqui é para equilibrar o saldo negativo da balança comercial da Argentina com o Brasil. Quem paga o preço é o produtor de trigo brasileiro”, afirma Hamilton.

O agrônomo Mauro Rohr destaca que as cultivares no mercado são de excelentes qualidades e em clima favorável possuem potencialidades para produzirem médias acima das 80 sacas por hectare.

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