Política

Estudo sobre futuro da Efrica está em fase final

Autor: Daniel Rohrig
Estudo sobre futuro da Efrica está em fase final
Foto: Vinicius Coimbra/DM

Chamamento público para destinação da área pode ser uma das alternativas adotadas pelo Município para repassar o espaço

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico deve apresentar, em breve, um estudo ao Executivo com alternativas para a destinação do Parque de Exposições Wolmar Salton, popularmente conhecido como Parque da Efrica. O levantamento tem por objetivo propor ceder o espaço de 7 hectares, localizado às margens da BR 285 no sentido Lagoa Vermelha, para a iniciativa privada ou a outros órgãos que por ventura demonstrem interesse. Atualmente, segundo a SDE, a Prefeitura gasta cerca de R$ 10 mil por mês para a manutenção do local, que em contrapartida, não oferece retorno financeiro aos cofres públicos. O secretário da pasta, Carlos Eduardo Lopes Silva, indica que os próximos sessenta dias podem resultar em novidades sobre a pauta. “O estudo caminha na direção de que possa haver a realização de um chamamento público para a destinação da área, mas não há nada de concreto ainda em virtude do andamento dos debates sobre possibilidades”, afirma.

A cedência do Parque da Efrica pode ser impactada, ainda, pelas novas diretrizes que serão incluídas na revisão do Plano Diretor que atualmente está em debate. “É o ano em que o Plano Diretor aqui da cidade está em discussão, então a gente também trabalha para entregar aquele local de maneira que o Plano já esteja revisado e apto a suportar os investimentos necessários ou então as adequações para quem for utilizar o local. A fase de diagnóstico do Plano deve se encerrar dentro de dois meses, o que dará subsídio para que possamos olhar para aquela área da cidade e definir os encaminhamentos para o espaço”, explica Carlos Eduardo.

Uma das probabilidades é de que após os trâmites, a iniciativa privada possa assumir o local, mas segundo Silva, a possibilidade de outros órgãos públicos utilizarem o espaço não está descartada. “Ainda não há um viés definitivo de qual será o emprego da área. Nada impede que iniciativa privada, órgão públicos, entidades de lideranças da cidade ou organizações não-governamentais possam utilizar a Efrica. Provavelmente, como o local não é utilizado para fins econômicos - como indústrias – creio que não será necessário incorporá-lo ao patrimônio de quem por ventura for assumir”. De acordo com a pasta, a destinação da área não será diferente da finalidade inicial do local, ou seja, para shows e exposições.

O antigo parque de exposições

Em sua gênese, na década de 1990, o Parque de Exposições Wolmar Salton foi idealizado para a realização de eventos e feiras, que na época, eram norteadas por entidades e empresários locais em parceria com o poder público. Para o secretário Silva, o contexto inicial garantiu a sustentabilidade das promoções que ocorriam no espaço. Contudo, ao logo dos anos, algumas mudanças nesta configuração contribuíram para a atual ociosidade da Efrica. “O Município, na época, sentiu a necessidade de deixar a expectativa sobre a realização de eventos na Efrica para a comunidade. Inclusive, o parque é o berço de uma das maiores feiras de agronegócio da América Latina, que é a Expodireto, hoje promovida em Não-Me-Toque. Eram lideranças que coordenavam os eventos junto às entidades empresariais. Após o falecimento do empresário que estava a frente desse processo, não houve nenhum nome de assumisse esta responsabilidade como era feito antes”, lembra o secretário.

Questionado se o Executivo pretende, no futuro, empregar outra área para servir como Parque Municipal de Exposições, Silva crê que a complexa organização na qual Passo Fundo se insere oferece outros tipos de atrativos que se sobressaem a necessidade de um local do ramo. “Acho muito difícil que uma cidade como Passo Fundo, independente do gestor que esteja a frente da Administração, destine recursos para este fim. Nós não dispomos de uma área, a não ser aquela da Efrica, para isso. Ao ver, não cabe única e exclusivamente à Prefeitura realizar eventos como é corriqueiro em cidades menores, em que não se tenham tantos mecanismos diversos para estimular a economia. De nenhuma forma nós descaracterizamos a importância destes eventos, pois realmente são, mas dentro da nossa atual estrutura de atendimento a comunidade aqui no município e levando em consideração a escassez de recursos destinados pela União, ficaria muito difícil para a gestão municipal”, analisa.

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