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Cultura

Emoção, reencontros e aprendizados na dança

Autor: Isabella Westphalen
Emoção, reencontros e aprendizados na dança
Foto: Taina Binello/DM

A primeira edição do Festival e Mostra de Danças Movasse reuniu centenas de bailarinos e bailarinas neste final de semana em Carazinho. Uns de primeira viagem, outros com mais de 10, 20 e 30 anos de carreira. Gerações se misturaram em prol de uma paixão, o movimento da dança

Com o objetivo de promover a cultura da dança em Carazinho e região, a 1º edição do Movasse foi um sucesso. Durante todo o sábado (9), o Teatro do Sesc serviu de palco para que talentos pudessem se expressar através da dança, principalmente os bailarinos de Carazinho, que puderam sentir o gostinho de participar de uma competição, pela primeira vez, em casa. Como foi o caso da bailarina Yasmin Dreifke, do Centro de Danças Bianca Secco, que ganhou como melhor bailarina nas categorias infantil e juvenil, tendo se apresentado pela primeira vez no solo.

Uma das presenças ilustres do Festival, participando da banca avaliadora, foi a da coreografa carazinhense Eliane Fetzer, que traz em seu currículo mais de 180 prêmios nacionais e que se disse emocionada em participar deste primeiro festival de dança em sua cidade natal. “Eu saí daqui dançando, comecei com ballet clássico. Já se passaram alguns anos, estou há mais de 30 em Curitiba, mas ao retornar e ver esses bailarinos fico emocionada porque assim a gente lembra do passado e é bom demais”, contou Eliane, que afirma também sentir-se orgulhosa e feliz de participar de uma iniciativa como o Movasse. “Esse é o primeiro Festival e é muito importante que ganhe força”, complementou a coreografa, que acredita que desta forma, através de projetos como este, a comunidade consegue enxergar as possibilidades na dança de outra forma.

Bailarina desde os nove anos, Eliane dispõe de uma experiência ímpar na dança e pode transmitir isso no Movasse, através do curso de jazz que ministrou para mais de 40 bailarinas e bailarinos. “Foi muito bacana, senti que eles queriam aprender, estavam dispostos a aprender, então, foi ótima essa troca”, salientou a coreografa, que também frisou a importância de que os dançarinos acreditem e busquem aperfeiçoamento. “É possível viver de dança sim, tem que correr atrás, participar de cursos, é um trabalho árduo, mas com o tempo a gente vai conquistando”, aconselhou.

Despertar a apreciação pela dança

Apesar de ter sido a primeira edição do Festival, a organizadora do evento, e bailarina, Nalu da Rocha, afirma que o Movasse surpreendeu positivamente, superando todas as expectativas, desde as coreografias apresentadas até o número de pessoas prestigiando. “O Movasse, desde o começo, veio com a proposta de fazer diferente, que todos os grupos fossem bem recebidos e a nossa preparação fez com que tudo corresse da melhor maneira possível”, afirmou Nalu, que é carazinhense e é bailarina na Companhia de Danças de Eliane Fetzer, em Curitiba.

Com um retorno positivo do público geral e dos bailarinos que participaram, Nalu afirma também que o objetivo é seguir aperfeiçoando o trabalho, para que melhorem cada vez mais e façam ainda mais bonito na próxima edição. “Nossa ideia é já começar a preparar o Movasse para o próximo ano. Pensamos em estratégias para aproximar ainda mais a dança e o público, as pessoas começam a entender o real sentido, o valor da dança”, ressaltou a bailarina, que acredita que a semente foi plantada e que a comunidade começou a voltar o olhar para essa iniciativa cultural. “Nossa ideia é despertar na comunidade essa apreciação da dança, a ida ao teatro, então, o primeiro passo foi dado, e é só questão de tempo para que a gente comece a colher os frutos”, complementou Nalu.

Destaques

Foram distribuídos no total 55 prêmios, entre 1º, 2º e 3º lugar. O prêmio de melhor grupo do Festival ficou na conta da Companhia de Dança Atitude, de Passo Fundo, que foi ovacionada pela plateia durante a apresentação. O coreografo do grupo, Rafael Richter, ficou emocionado ao receber o prêmio e salienta a importância deste retorno positivo. “Não tem o que dizer, esse retorno, a vibração das pessoas é inspiradora para que a gente possa seguir evoluindo e crescendo na dança”, salientou Rafael.

O jovem coreografo dança com um grupo de 12 pessoas, que alugam uma sala e atuam por conta própria, se ajudando para que possam seguir dançando. Apesar de já terem participado de outros festivais, Rafael elogiou a organização do Movasse. “Nós fomos muito bem recebidos aqui, é bom elogiar porque nem sempre é assim, então ficou ótima essa iniciativa”, comentou o coreografo.

Como melhor coreografa, os jurados escolheram a carazinhense Bianca Secco, que também foi responsável por encerrar as apresentações do Festival com seu grupo de bailarinos. “O que nos deixa felizes é essa oportunidade para os bailarinos de Carazinho serem mais reconhecidos e vistos de outra forma”, comentou Nalu.

“O incentivo à dança é fundamental”

Para o dançarino carazinhense e professor de dança de salão há mais de 10 anos, Sidnei Oliveira, que também compôs a banca de jurados do Festival, iniciativas como o Movasse são essenciais para o desenvolvimento cultural da cidade. “É muito bom poder ver um festival deste tamanho, envolvendo tanta gente, fico feliz por participar. O incentivo à dança é fundamental, como é gostoso ver esse movimento”, afirmou Oliveira.

Para o bailarino, ao incentivar a dança, também movimenta-se o que se ouve nas rádios e faz com que as pessoas tenham novos interesses. “Assim as pessoas procuram músicas mais dançantes, são mais críticas, faz com que as pessoas interajam, a gente pode trabalhar o lado humano, a expressão”, afirmou, relatando que o que mais chama a atenção nestes eventos é a interação humana e tudo que ela proporciona em termos de aprendizado.

Incentivo aos bailarinos

O bailarino paulista Erickson Oliveira também esteve presente como jurado do Movasse e viu a proposta do Festival como uma oportunidade de trazer um pouco de arte e cultura para a comunidade. “Esse primeiro contato é uma grande abertura de portas, para ter mais contato com a plateia, os artistas, a vinda ao teatro, enfim, isso é muito rico”, comentou Erickson, que hoje também mora em Curitiba e já dança há mais de 10 anos.

Sobre os bailarinos carazinhenses que tiveram a chance de participar de um festival em casa, Erickson afirma que o “gostinho” é diferente e tem seu valor. “Não só para os bailarinos, mas para a plateia também, pessoas de fora vêm prestigiar o trabalho. Dançar em casa é sempre melhor, mais gostoso, essa liberdade com o palco”, ressaltou o bailarino, que acredita ser de extrema relevância social o incentivo à cultura e à dança. “Nesses momentos, quando a gente só vê coisa ruim na televisão, se prender à cultura é o que faz bem, faz diferença”, salientou.

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