Economia

Copom inicia reunião para definir taxa de juros

Autor: Caetano Bortolini Barreto
Copom inicia reunião para definir taxa de juros
Foto: Caetano Barreto/DM

Economistas e instituições financeiras acreditam que a taxa básica deve parar de cair e se estabilizar. Decisão impacta no crédito e consumo do brasileiro

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) iniciou na terça-feira (19), em Brasília, a reunião para definir a taxa básica de juros, o Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). A taxa Selic é usada nas negociações de títulos públicos, e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. O anúncio deverá ser realizado nesta quarta-feira (20), às 18h, após a segunda parte da reunião.

Para instituições financeiras consultadas pelo BC, a Selic deve ser mantida no atual patamar de 6,5% ao ano até o final de 2018. Em maio, após um ciclo de 12 quedas consecutivas, o Copom decidiu manter a Selic no atual patamar, o menor nível histórico. Para 2019, as instituições financeiras esperam por aumento da Selic, encerrando o período em 8% ao ano. A manutenção da Selic, como prevê o mercado financeiro, indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação, objetivo que deve ser perseguido pelo BC.

O economista e professor da Universidade de Passo Fundo, Julcemar Zilli, acredita que a decisão do Copom será influenciada pela série de acontecimentos recentes, que afetaram diretamente a economia do país. “Dado os últimos eventos que ocorreram, como a paralisação dos caminhoneiros, a inflação que começou a dar sinais de retorno, a política norte-americana de alterar as taxas de juros, tudo isso vai provavelmente parar a queda da Selic, com alguma chance de ela subir de 0,25 a 0,5 pontos percentuais, mas não tenho certeza se isso ocorrerá nessa reunião, ou na próxima, daqui a 45 dias”, defendeu.

Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. E quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Entretanto, as taxas de juros do crédito não caem na mesma proporção da Selic. Segundo o BC, isso acontece porque a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Zilli acredita que o governo terá de agir para manter a economia estável: “Como está saindo muitos dólares do país, e essa fuga de capital está ocorrendo justamente porque os Estados Unidos estão com tendência de elevação de suas taxas de juros, então, para quem investe, fica mais interessante manter o dinheiro lá nos EUA do que aqui no Brasil. Então, o governo vai ter que dar uma elevada na taxa de juros para melhorar a rentabilidade, e forçar as pessoas a deixarem mais dinheiro aqui dentro do que levar para o exterior”.

Medida terá pouco impacto nos juros

Diante dessas previsões, a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) realizou uma série de simulações com os resultados mais esperados na reunião do Copom. Um cálculo semelhante foi realizado quando a Selic teve a queda expressiva de 14,25% para 6,50%, que resultou em uma redução de -12,46% de juros anuais no comércio, -1,85% no cheque especial, e -35,67% anuais na taxa do cartão de crédito. Utilizando o mesmo cálculo, a Anefac concluiu que as reduções previstas na Selic provavelmente terão um efeito muito pequeno nas operações de crédito. Utilizando como exemplo o anúncio mais baixo esperado, de 6,25%, a Anefac projetou uma média de redução -0,40% nas taxas do cheque especial, cartão de crédito e juros do comércio. Conforme a Anefac, este fato ocorre uma vez que existe um deslocamento muito grande entre a taxa Selic e as taxas de juros cobradas aos consumidores, que na média da pessoa física atingem 127,33% ao ano, provocando uma variação de mais de 1.800,00% entre as duas pontas.

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