Esportes

Seu Verardi e o Grêmio

Autor: Kleiton Vasconcellos
Seu Verardi e o Grêmio
Foto Divulgação

Livro recém-lançado conta como são os 53 anos de relação entre o passo-fundense e o Tricolor

Natural de Passo Fundo, Antônio Carlos Verardi, retornou a sua terra natal para sessão de autógrafos do livro de memórias “Seu Verardi e Grêmio - uma história de amor”. A paixão de um torcedor que tem o privilégio de conviver com seus ídolos e o time do coração é o pano de fundo da obra que reúne os relatos do superintendente do Grêmio em 53 anos de atuação no futebol. Ao longo dos últimos três anos, Seu Verardi revisitou anotações, álbuns e recordações para recontar na publicação alguns dos momentos mais marcantes da sua vida no Clube. Seja como protagonista ou como testemunha, seus relatos revelam ao leitor os bastidores do Grêmio, e a intimidade de quem partilha dos vestiários e dos corredores da instituição. Ele conversou com a reportagem do Jornal Diário da Manhã. Confira:

Diário da Manhã – Mais de 50 anos na gestão do Grêmio. Esse é o mote do seu livro?

Antônio Verardi – Minha carreira ainda não terminou no Grêmio. Eu reuni uma porção de fatos e acontecimentos envolvendo dirigentes, jogadores, treinadores, ao longo do tempo. Tudo veio na minha memória, não consultei arquivos. Contei histórias que ocorreram, muitas das quais participei, outras como testemunhas. São porções de histórias que o torcedor vai gostar de conhecer e também um pouco da minha vida, como eu acabei saindo de Passo Fundo aos 14 anos e 17 anos depois ingressando no Grêmio.

DM – O Grêmio passa a tomar um tamanho gigante. Como foi pra você fazer parte deste crescimento?

AV – É uma razão de muito orgulho, ter sido prestigiado ao longo dos anos, com as direções. Tenho uma responsabilidade pequena dentro desse quadro. Sou coordenador das atividades do departamento de futebol e minha participação é garantir que tudo ocorra bem. O mérito, por modéstia, é dos dirigentes e dos atletas. E também da maravilhosa torcida gremista.

DM – Ainda em passo Fundo, o senhor imaginava essa carreira linda dentro do Grêmio?

AV – Com toda sinceridade, quando saí de Passo Fundo, o meu pai tinha um rádio que somente dava acesso a emissoras de Passo Fundo e de São Paulo. Não tínhamos conhecimento sobre o futebol gaúcho. Fui para o colégio interno, o Rosário de Porto Alegre, em 1949. Não me interessava por futebol. Nas folgas, ia às matinês e visitar parentes. Mas em dezembro de 1949 vi em um jornal que meu irmão mais velho havia sido contratado pelo Grêmio. A partir dali comecei a me interessar, vi o Grêmio ser campeão sobre o Internacional e foi paixão a primeira vista. Em 1951 joguei na equipe junior.

DM – O senhor trabalhou com pessoas ilustres. Como foi isso?

AV – Em 1956 o Grêmio começou uma série de conquistas do Campeonato Gaúcho, ganhando 12 em 13 campeonatos. Lembro de grandes dirigentes. Comecei como dirigente geral, trabalhava diretamente com a presidência. Vi todo o esforço de cada presidente para o crescimento do Grêmio, pessoas sensacionais. Em 1974 o presidente Fernando Kroeff sugeriu que eu passasse para a função de diretor executivo, onde fiquei até 1975. Fui ser supervisor a partir de 1976 e na década de 1980 assumi o cargo de superintendente, o que faço até hoje.

DM – E a convivência com ídolos, principalmente jogadores?

AV – Pode imaginar a satisfação que eu tenho em conviver diariamente com os homens que escrevem a história do Grêmio. Tenho uma conduta de carinho e respeito, entendendo a dificuldade da profissão de jogador. Isso me dá muito orgulho.

DM – Agora você voltou a Passo Fundo para lançar o livro.

AV – Aconteceu que no dia 5 de junho fiz um pré-lançamento do livro em Porto Alegre. Pra minha surpresa, muitos jogadores e o grande Hugo de León vieram me prestigiar. Após o jantar, o Renato Portaluppi levou os jogadores a me encontrar. Isso foi acompanhado pelos meus familiares e aí surgiu a ideia de eu rever Passo Fundo, amigos e parentes. Fazia 10 anos que não vinha e estou impressionado com Passo Fundo hoje.

DM – Para encerrar, qual o principal momento seu no Grêmio?

AV – Nada pode ser maior do que o título de campeão do mundo, como dizia Fábio Koff. No momento em que apareceu no Estádio Nacional de Tóquio o cumprimento de campeão ao Grêmio, lembrei daquele gringuinho de Passo Fundo, que jogava futebol descalço na geada, que agora estava campeão do mundo. Foi o ápice que espero reviver ainda antes de me aposentar. 

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