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Edificações devem ter desempenho térmico

Autor: Fonte externa
Edificações devem ter desempenho térmico
Foto: Divulgação

Adequação está prevista em norma técnica, de acordo com zoneamento climático

A avaliação de desempenho térmico de uma edificação pode ser feita tanto na fase de projeto, quanto após a construção. Quando se trabalha com desempenho, há vários aspectos a serem vistos, porém o térmico é o que acaba sendo percebido mais facilmente porque é o que afeta mais rapidamente e gera desconforto, tanto em situações de frio ou calor.

Segundo a professora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Arquitetura e Urbanismo da IMED, Dra. Grace Tiberio Cardoso, qualquer tipo de edificação deve no mínimo atender às normas técnicas. “Nós temos mecanismos termoreguladores tanto para o frio, quanto para o calor. Quando temos uma mudança de temperatura, é mais fácil de percebermos, muito mais do que iluminação ou acústica. Qualquer tipo de edificação, deve no mínimo atender às normas técnicas. Existe atualmente a norma 15.220/2005, que dentre todos os requisitos traz um zoneamento bioclimático, com temperatura, radiação, de todas as variáveis climáticas para as macrozonas do Brasil. É lógico que localmente temos variações por conta do tipo de cobertura do solo, seja vegetação, seja presença de corpos hídricos e a própria cidade interfere muito na questão do microclima. Qualquer alteração que tiver na superfície do solo, ela vai influenciar aquele microclima em uma escala mais próxima das pessoas e em uma escala mais acima, que chamamos de camada limite”, aponta Grace.

A professora explica que há outra norma, 15.575/2013, sobre desempenhos para habitações até cinco pavimentos que dentro todos os desempenhos, trata específico do térmico e tem alguns sistemas de análises de matérias para que os profissionais possam se basear prescritivamente que faz cálculos de algumas variáveis importantes, principalmente para as envoltórias que são as paredes e a cobertura das edificações. “A norma estipula com base em estudos sobre conforto e influência de variáveis, estratégias bioclimáticas para cada tipo de local, então existem os diagramas e as normas, assim conjuntamente temos embasamento teórico para prescrever uma melhor edificação de terminado local. No nosso caso estamos na zona bioclimática dois que genericamente estipula que no verão se tenha condições para ventilação cruzada e no inverno aquecimento passivo, que é permitir a incidência da radiação solar sem gastos de energia e em certos casos aquecimento ativo, por meio de aquecedor, ar condicionado”, frisa.

Todos estes conhecimentos são passados aos alunos do quarto nível do curso de Arquitetura e Urbanismo da IMED, onde eles já podem ter a noção de como escolher o material a ser utilizado, um tipo de cobertura. Eles têm contato com as necessidades das estratégicas bioclimáticas, aprendem sobre diagramas, têm conhecimento da norma e aprendem fazer os cálculos básicos e assim perceber a importância de já construir ambientes mais adequados. A professora ressalta que em construções já existentes e mais antigas também há como adequar a edificação à necessidade térmica que se esteja buscando.

NBR 15220

Em relação à edificação construída, a avaliação pode ser feita através de medições in-loco de variáveis representativas do desempenho, enquanto que na fase de projeto esta avaliação pode ser feita por meio de simulação computacional ou através da verificação do cumprimento de diretrizes construtivas.

Esta parte da NBR apresenta recomendações quanto ao desempenho térmico de habitações unifamiliares de interesse social aplicáveis na fase de projeto. Ao mesmo tempo em que estabelece um Zoneamento Bioclimático Brasileiro, são feitas recomendações de diretrizes construtivas e detalhamento de estratégias de condicionamento térmico passivo, com base em parâmetros e condições de contorno fixados.

Propôs-se, então, a divisão do território brasileiro em oito zonas relativamente homogêneas quanto ao clima e, para cada uma destas zonas, formulou-se um conjunto de recomendações técnico-construtivas que otimizam o desempenho térmico das edificações, através de sua melhor adequação climática.

Adaptou-se uma Carta Bioclimática a partir da sugerida por Givoni (“Comfort Climate Analysis and Building Design Guidelines”. Energy and Building, 18 (1), 11-23, 1992), detalhada no anexo B.

NBR 15575

Em julho de 2013 entra em vigor a Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece exigências de conforto e segurança em imóveis residenciais. A nova norma representa uma revolução conceitual sobre os requisitos mínimos de qualidade para casas e edifícios residenciais. Pela primeira vez, uma norma brasileira associa a qualidade de produtos ao resultado que eles conferem ao consumidor, com instruções claras e transparentes de como fazer essa avaliação. As regras privilegiam benefícios ao consumidor e dividem responsabilidades entre fabricantes, projetistas, construtores e usuários. Até então, as chamadas normas prescritivas determinavam padrões para certos produtos, como eles deveriam ser feitos, em que tamanhos, etc. Agora, a norma NBR 15575 diz que níveis de segurança, conforto e resistência devem proporcionar cada um dos sistemas que compõem um imóvel: estrutura, pisos, vedações, coberturas e instalações.

A Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais é dividida em seis partes: uma de requisitos gerais do projeto/obra e outras cinco referentes aos sistemas que compõem o edifício (estrutural, de pisos, de cobertura, de vedação e sistemas hidrossanitários). Para cada um deles a Norma estabelece critérios objetivos de qualidade e os procedimentos para medir se os sistemas atendem aos requisitos

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