Região

Crise faz municípios retrocederem três anos

Autor: Caetano Bortolini Barreto
Crise faz municípios retrocederem três anos
Foto: Arquivo/DM

Levantamento da FIRJAN revela que a desestabilização econômica interrompeu a trajetória de desenvolvimento no Brasil, em setores como saúde, educação e geração de emprego

A crise econômica que atinge o Brasil fez com que o desenvolvimento dos municípios retrocedesse três anos, ficando abaixo do patamar de 2013. É o que aponta a nova edição do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), organizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) relativo a 2016, que reflete sobretudo o fechamento de postos formais de trabalho e a menor evolução nas áreas de Educação e Saúde em 10 anos.

Com isso, o país atingiu patamar moderado, com 0,6678 pontos (quanto mais perto de 1, melhor o grau de desenvolvimento), e o resultado do item emprego e renda ancorou a queda, ao atingir apenas 0,4664 ponto, o pior resultado desde 2015. O motivo foi o fechamento de quase 3 milhões de vagas entre 2015 e 2016 em mais da metade dos municípios, segundo a Firjan. Essa retração refletiu diretamente na região: em Passo Fundo, o índice de emprego e renda caiu -14% nos três últimos anos, pontuando 0.8633 em 2013, e retrocedendo a 0.7391 em 2016. A queda foi maior em Marau, que amargou um recuo de -20,98 % em comparação a 2013, quando marcava 0.8255 pontos.

Para o economista e professor da Universidade de Passo Fundo, Julcemar Zilli, o estudo descreve o cenário do país nesse período: “Em 2013, nós estávamos com uma atividade econômica bem aquecida, crescendo bastante, e, após isso, com a eleição da Dilma Rousseff e todo processo que ocorreu por trás, como a questão do impeachment, e o índice do Firjan indica exatamente como a economia para, e começa a cair ao longo do tempo”, explica.

Estudo analisa o desenvolvimento

Elaborado desde 2005, o IFDM é o único índice anual que acompanha as três áreas de desenvolvimento – Emprego & Renda, Educação e Saúde –, com recorte municipal e cobertura nacional. O último resultado mostra que o desenvolvimento é para poucos: apenas 431 municípios brasileiros estão resultado maior de 0,8 ponto.

Em 2013, Passo Fundo era o 330º colocado no ranking nacional do IFDM, sendo o 55º no Estado, com nota de 0.8316.  Já em 2016, Passo Fundo caiu várias posições, ficando em 371º colocado no país e 66º no Estado. Atualmente, o município da região com a menor colocação no ranking é Pontão: 1666º no Brasil, e 275º do Estado. Há três anos, essa posição era de Coxilha, quando era 1554º no Brasil, e 234º no RS.

Pelo levantamento da fundação, Passo Fundo teve queda de -3,08 % nos últimos três anos analisados, o que, segundo Zilli, reverbera o impacto da crise econômica “Nós estamos hoje com valores do PIB que tínhamos lá em 2011. Por isso que a crise foi considerada extremamente grave, porque em vez de subir, aumentar o tamanho da economia brasileira, nós regredimos em torno de oito a dez anos ao longo do tempo, e agora estamos tendo que batalhar, trabalhar, e conquistar tudo novamente, pois foi realmente um passo atrás que deu a economia do país”, comenta

Impactos da crise sobre Educação e Saúde

Educação e saúde avançaram constantemente na série histórica, embora mais retraída em 2016, demonstrando que a retração econômica também impactou socialmente. Em Passo Fundo, o crescimento na área no último triênio foi de tímidos 0,45%. O município que mais desponta na região em educação é Pontão, com pontuação de 0.8729, superior em 8,7% a Passo Fundo. Em geral, o Firjan denuncia que o país está bem longe das metas estabelecidas pelo Plano Nacional de Educação (PNE), de universalizar a educação para crianças de 4 e 5 anos até 2035. Em 2016, 1,2 milhão de crianças nessa faixa etária estavam fora da escola.

Em Saúde, o destaque fica com o Rio Grande do Sul, que possui 85% dos municípios com grau máximo de desenvolvimento, incluindo Passo Fundo, que cresceu 2,717% nos últimos três anos, atualmente com 0.9034 pontos. Nesse setor, o município da região que mais se destaca é Marau, com índices de 0.9034 em 2013 e 0.9528 no triênio seguinte, resultados superiores a Passo Fundo.

Zilli indica que esse resultado pode melhorar: “A partir do momento em que a atividade econômica do Brasil começa a melhorar, que é algo que começou no final de 2017, esse índice pode começar a apresentar uma ligeira retomada no seu crescimento. Mas pode ser um passo bem pequeno, pois economicamente a gente não tá sentindo muito isso” conclui.

Em Carazinho

No país, Carazinho ocupa a posição de número 394, já no Estado a cidade está na 70a posição. O IFDM  consolidado é de 0,8031, já o indicador de Saúde é de 0,8837,  o de  Educação 0,8447  porém, o  de empregos e renda ficou em 0,6808.

O Secretário de Desenvolvimento e  Mobilidade  Urbana de  Carazinho, Dêninson Costa, destaca  que os indicadores referentes a Carazinho são positivos e como se referem ao ano de 2016 acredita  que os próximos  resultados sejam ainda  melhores dados os  investimentos que  foram  feitos  principalmente  na  áreas de Educação e Saúde,  que  tiveram neste  período   investimentos que  resultaram na oferta de novos  serviços e na ampliação  dos que já eram ofertados.

Costa  lembra ainda  que em  2016 o Brasil  estava em um momento  econômico mais  delicado  do que o atual,  e destaca  que ao que   tange o  emprego a cidade precisa avançar.  Também  para  tal  indicador o secretário ressalta que  com a perspectiva  de  uma melhora  na economia, à medida que os investimentos  voltem a  impulsionar,  também o  indicador  de  emprego  e   renda   vai crescer.

Para o  diretor  da Ulbra   Carazinho, Gilmar  Maroso,  o indicador   que  se refere a emprego  e   renda  historicamente  tem sido  o que o que tem se mantido em   patamares   semelhantes  e acredita que mesmo que haja uma reação  da economia as empresas  estavam  com  muita  capacidade  operacional ociosa, e diante   da realidade de mercado,  a tendência   das empresas é de  aproveitar  melhorar  suas  estruturas  de modo que a geração de vagas  de emprego nem  sempre  avancem.

O professor  destaca  que embora tenha  havido  uma melhora em  relação  ao  ano de 2015,  desde  2005  vinham  em um   margem crescente que   teve um pico em  2012 , mas que  diminuiu  com  a crise. O educador  pondera que  embora  Passo Fundo    esteja  quatro posições  acima  de Carazinho  no índice,   o que   eleva  o indicador  médio é o resultado   que  Passo Fundo   obtém em Saúde, já que é uma  referência  regional,   porém,  em Educação  a cidade  de Carazinho  tem  indicadores mais  positivos.
Na região, o município de  Não-Me-Toque   ficou  na posição nacional de 1.315° e  216°  no Estado. Já o município de Coqueiros do Sul entre os 497 municípios gaúchos ocupa a posição de número 436 e 3.062° no país.

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