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Logística do Agro: O vínculo da campo com a cidade

Autor: Alessandro Tavares
Logística do Agro: O vínculo da campo com a cidade
Foto: DM/Alessandro Tavares

Movimentação das empresas parceiras das operadoras logísticas do Agro passou de R$ 2 bilhões no último ano em Carazinho. Prefeito estima que a logística do Agro tem gerado mais de mil empregos diretos e indiretos na cidade

De acordo com o prefeito Milton Schmitz, os índices da Secretaria de Fazenda mostram que a logística tem colaborado em média com R$ 30 milhões no retorno do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) por ano para Carazinho. E o indicador, conforme o chefe do Executivo, tem se mantido estável nos últimos seis anos.

De acordo com o prefeito, a movimentação de emissões de notas que os 15 CNPJ's dos players que atuam na logística e distribuição dos insumos do Agro em Carazinho fizeram no último ano teria passado da casa dos R$ 2 bilhões. Segundo Schmitz, parte expressiva dos valores arrecadados com os impostos originados pela logística do agronegócio tem sido aplicados para manter a máquina pública, como por exemplo, os custos com a folha de pessoal e encargos, e cerca de R$ 5 milhões têm sido investido em serviços, seja em Saúde, Assistência Social e Educação, e até mesmo parte das obras que a Prefeitura tem feito tem como origem os recursos da movimentação da logística.

Cada operadora tem dentro de suas estruturas escritórios das empresas com as quais trabalham, parte delas multinacionais, e que emitem notas fiscais tendo Carazinho como origem. Conforme o prefeito, a maioria das grandes marcas do Agro estão em Carazinho por meio dos operadores.

Schmitz destaca ainda que o setor ainda tem potencial de crescimento, pois percebe como tendência que as empresas que já atuam no segmento, em breve, ao menos algumas delas, venham a atender um nicho de mercado regional que seria o de armazenamento de sementes em galpões refrigerados.

Conforme o prefeito, é provável que tal tipo de operação não gere para o município resultados tão expressivos em termos de arrecadação se comparados aos agroquímicos, porém o ganho será em mão de obra, uma vez que a movimentação de sementes e os cuidados com o sistema climatizado exigem maior número de colaboradores. O prefeito estima que a cidade tenha hoje mais de mil pessoas empregadas direta e indiretamente nas empresas de operação logística com foco no atendimento do mercado do agronegócio.

Investimento de R$ 1,00 por R$ 20,00 no primeiro ano

Muito provavelmente, na próxima semana a segunda empresa a se instalar na Avenida das Indústrias de Carazinho deve receber sua Licença de Operação. De acordo com o secretário de Desenvolvimento, Mobilidade Urbana, Ciência e Tecnologia de Carazinho, Dêninson Costa, a estimativa é de que a cidade tenha hoje cerca de 70 mil posições/paletes nas empresas que têm atuação focada no atendimento ao agronegócio.

E a cidade, conforme Costa, é sem dúvida a maior do Estado em posições de armazenamento para insumos utilizados na produção de grãos. Para cada posição/palete ocupada nas operadoras, a média de preço de aluguel praticado pelo mercado varia entre R$ 90,00 a R$ 180,00 por mês.

De acordo com secretário, com as duas empresas já instaladas na Avenida das Indústrias, quando a segunda entrar em atividade de fato, mais de 200 empregos serão gerados pelo setor.

Além disso, a estimativa é que só as unidades que estão instaladas naquele ponto da cidade, gerem de retorno para a Fazenda Municipal mais de R$ 10 milhões em impostos.

Costa revela que o investimento que a Prefeitura de Carazinho fez para ter o que chama de Avenida das Indústrias fica na ordem de R$ 500 mil. Como as empresas é que compraram a área de terra sob a qual se instalaram , o que o Município fez foi o acesso asfáltico e a instalação do fornecimento de luz, água, telefonia, fibra óptica e câmera de videomonitoramento.

Se os indicadores de arrecadação previstos se confirmarem, comparado o investimento feito com a arrecadação que se espera, seria o mesmo que dizer que já no primeiro ano a proporção será igual a um retorno de R$ 20,00 para cada um real investido.

Costa pondera que se fosse ter adquirido uma área com os valores aplicados na Avenida das Industrias, o terreno seria pequeno, e o retorno que a cidade teria, muito provavelmente, não seria na mesma proporção que a arrecadação do Município com a logística.

De acordo com o secretário, a proposta do município é de ir ampliando a Avenida ao passo que as empresas manifestem intenção de se instalar ali. Conforme Costa, são poucas as atividades produtivas que uma cidade pode fomentar e que deixam para o Município a possibilidade de retorno no valor agregado tão alto quanto a logística e transporte tem deixado.

Bravo Logística vai começar a operar

O gerente da filial da Bravo Logística de Carazinho, Anderson Boeira, revela que a empresa está na iminência de ter confirmada a sua Licença de Operação, e havendo a emissão do documento por parte do órgão competente, entre 15 e 20 pessoas devem ser contratadas imediatamente, sendo que os currículos já estão sob análise.

Por ora, mesmo sem a movimentação de mercadorias, cerca de 15 colaboradores já estão atuando nos setores administrativo e operacional ou estão em treinamento. A tendência é que quando começar a operar, a empresa tenha capacidade de gerar em torno de 140 empregos na unidade.

Boeira explica que um dos grandes contratos da unidade em Carazinho começa a partir de janeiro de 2019, e é a partir de então que a empresa terá de fato sua maior movimentação. O total de investimentos feitos na instalação da unidade ainda está sendo contabilizado, mas segundo o gestor giram próximo de R$ 20 milhões.

A empresa tem em sua estrutura 24 mil posições/paletes, dos quais ocupará em um primeiro momento 7 mil posições. O gerente conta que a empresa, que tem sede em Minas Gerais, montou em Carazinho, na Avenida das Indústrias, sua 10a unidade. “A ideia inicial era de instalar em Passo Fundo, chegamos a sondar áreas lá, mas a infraestrutura que foi apresentada aqui em Carazinho e o comprometimento da Administração Municipal, somado à indicação por Carazinho de um dos nossos clientes, que é uma multinacional, foram decisivos para estarmos aqui”, revela o gerente.

Investimento local

Conforme Boeira, salvo a estrutura, os demais equipamentos e serviços de construções de muros, grades, instalações elétricas e hidráulicas foram contratados de empresas da cidade, portanto, parte expressiva dos valores investidos nas instalações giraram com empresas locais. Conforme o gerente, a filosofia da empresa,é de que os insumos, produtos e serviços de uso rotineiro da unidade sejam adquiridos nos municípios onde estão instaladas.

Boeira conta que a empresa já tem contrato firmado com um posto local para aquisição de combustíveis para a frota. A manutenção dos veículos também será feita com empresas da cidade. A frota local inicia com 14 caminhões, mas com uma postura que é considerada agressiva no mercado, nos seis primeiros meses do ano a Bravo já adquiriu 70 novos caminhões. Boeira conta que a frota ainda não é emplacada no Rio Grande do Sul , uma vez que o índice do IPVA gaúcho é maior, mas que isso também é uma situação que a empresa analisa de modo que talvez os próximos emplacamentos sejam feitos aqui.

Da unidade, sairão produtos a serem usados nas produções agropecuárias dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina em um raio de cerca de 600 quilômetros do armazém, embora a maior demanda de distribuição se concentre em um raio de cerca de 150 quilômetros.

Segundo semestre de movimento nos operadores

O gerente das unidades do Grupo Toniato em Carazinho, Guilherme Quadros, explica que o segmento tem como característica que o segundo semestre do ano seja o de maior movimentação, devido à preparação e plantio das safras agrícolas do período de verão.

Ocorre que a partir de julho as indústrias dos defensivos utilizados na produção agrícola enviam esses produtos para o armazenamento e distribuição. Com o fluxo maior nesse período, a empresa ampliou o quadro de colaboradores, e só na semana passada 12 novos profissionais foram integrados à equipe, chegando assim a 140 funcionários.

Quadros destaca que, embora o Grupo tenha sede no Rio de Janeiro, nas unidades de Carazinho 99% dos colaboradores são moradores da região. O gestor revela, no entanto, certa dificuldade em encontrar profissionais com capacitação para algumas funções do setor administrativo, operacional e até mesmo de motoristas.

O Grupo Toniato conta com um amplo sistema de gerenciamento informatizado que permite que o cliente saiba a exata localização do seu produto dentro dos armazéns da empresa ou mesmo para qual destino ou distribuidor o produto seguiu. Assim, mesmo uma multinacional com sede em outro país pode acompanhar, em tempo real, a movimentação do seu produto no armazém da unidade Toniato em Carazinho, por exemplo.

Na unidade do Distrito Carlos Augusto Fritz a empresa comporta armazenar 10 mil paletes e mais 8 mil na unidade da Avenida das Indústrias, onde, na semana passada, a taxa de ocupação estava próxima de 70%, e que deve chegar a 98% dos espaços ocupados até o início do mês de setembro.

Essa Unidade tem uma área construída de 10 mil metros quadrados em uma área total de 83 mil metros quadrados de terreno e, havendo demanda de mercado, pode dobrar de área construída em menos de seis meses. O gerente explica que embora o foco da empresa em Carazinho seja o agronegócio, dada à expertise do grupo no armazenamento, distribuição e transportes, há a possibilidade de que havendo demanda de mercado de atender a outros segmentos, fazendo para tanto as devidas adequações normativas, já que a estrutura existente seria facilmente adaptável.

Produtividade do campo que movimenta o setor

O gerente da Toniato conta que muito do potencial de crescimento da logística do agronegócio na cidade está atrelada aos produtores rurais. Desse modo, com a constante busca de maior produtividades nas lavouras, a demanda recai sobre as indústrias que atendem ao agro e pela continuidade de pesquisas e produtos que fomentem a produção. Quanto maiores as possibilidades de produtos usados e disponíveis no mercado para potencializar a produtividade das lavouras, consequentemente, haverá maior demanda para a logística.

 

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