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Ação de hackers causa transtornos a Prefeituras da região

Autor: Alessandro Tavares
Ação de hackers causa transtornos a Prefeituras da região
Foto: DM/Isadora Stentzler

Hackers têm acessado as redes dos municípios e bloqueado o acesso a informações para servidores, impedindo assim os trabalhos dos órgãos

Prefeituras da região têm sido alvo de hackers, que invadem o sistema virtual dos municípios e impedem o acesso dos funcionários a quase todos os programas. Os hackers pedem um resgate a ser pago em bitcoins, espécie de moeda eletrônica criada em 2008 e sem uma regulamentação específica pelas autoridades financeiras, para que o acesso aos dados públicos seja restabelecido.

O município de Jóia, na região Noroeste do estado, foi um dos primeiros a registrar tal tipo de situação a inda no mês de janeiro. O contador da Prefeitura de Jóia, Jacson Pinheiro, revela que o servidor da Prefeitura foi invadido e a maior parte das informações foram perdidas.

“Tivemos este problema, pois houve uma invasão no servidor onde ficam mantidos os programas da parte administrativa do município, é onde estão os dados da contabilidade e alguns outros programas do Centro Administrativo. O maior prejuízo que nós tivemos foi na área de contabilidade, pois mantínhamos desde o ano de 1990 a contabilidade toda informatiza e tínhamos dados. De 2015 para trás perdemos tudo. Salvamos os dados só a partir de 2015, pois estas informações estavam salvas na nuvem da empresa de informática. O que estava na nuvem é a base de dados que temos hoje na contabilidade”, diz o contador.

Ele explica que as informações eram salvas em um HD externo, porém, este estava conectado em uma das máquinas da rede e também foi acessado. Para liberar os dados os hackers exigiam o pagamento de valores em bitcoins.

A opção da administração, no entanto, foi por não negociar. “Eles deixaram na raiz do servidor um e-mail para contato. A empresa que presta o serviço de informática para a Prefeitura localizou o e-mail e a solicitação que os hackers faziam era de 8 mil bitcoins para liberar as informações. Eles mandariam um arquivo mostrando como liberar todos os documentos, mas como não tínhamos garantias de que isso iria acontecer, optamos por não negociar. Perdemos os dados”, diz o servidor público.

Prefeitura de Não-Me-Toque identificou invasão

A Prefeitura de Não-Me-Toque identificou invasão em seu sistema no dia 6 de julho. O técnico de informática Felipe Kempf revela, no entanto, que não houveram grandes prejuízos. “Quando foi identificado o acesso as máquinas comprometidas foram isoladas da rede, e foi feita uma investigação em que detectamos em quais IP's eles tiveram acesso. Foi feito um boletim de ocorrência policial, e como nos tínhamos o backup de todas as informações restauramos o backup e o serviço continuou normal”, comenta Kempf.

De acordo com o técnico, os dados da Prefeitura são salvos periodicamente em um software específico. “Pela maneira que os nossos servidores são configurados ficam isolados da rede interna. Este tipo de acesso quando efetuado analisa as redes internas e as pastas disponíveis que são criptografadas. Como os servidores estão separados do nosso ambiente de backup, a única coisa atingida foram os servidores acessados diretamente e mais nada, pois não tinham visão do resto da rede”, conta o técnico. A Prefeitura de Lagoa dos Três Cantos também teve seu sistema invadido recentemente.

Segundo delegado, esse tipo de ação é incomum

O delegado titular da Delegacia de Polícia (DP) de Não-Me-Toque e que responde interinamente pela Delegacia Regional, Gerri Adriani Mendes, confirma que a Prefeitura de Não-Me-Toque fez o registro de tal fato em boletim de ocorrência policial. “Houve o registro e foi anexada a mensagem de invasão em que era reivindicada uma espécie de resgate para que a normalidade do sistema público fosse restabelecida. Este tipo de delito requer certa tecnologia de informação para ser investigado e o normal é o encaminhamento dessas informações para a Delegacia especializada na apuração de crimes de informática e que tem sede em Porto Alegre”, conta o delegado.

Mendes revela que tal tipo de prática não é comum. “Tenho mais de uma década atuando como delegado e este é o primeiro caso de invasão em sistema público que acompanho. Creio que é muito provável que este tipo de ação tenha partido de fora do país, pois não é uma prática comum”, diz o delegado.

Mendes aposta na rigidez da legislação pública para coibir ações de hackers

Ele acredita que os hackers tenham pouco êxito com tal tipo de prática dadas as legislações que regem a Administração Pública, sendo que as Prefeituras ou outros órgãos não teriam como justificar a aplicação de recursos no pagamento de resgate que é proposto pelos criminosos. “É uma situação nova, mas que na minha análise não tende a prosperar pois o poder público não tem esta disponibilidade de recursos para pagar pelo resgate. Provavelmente estes hackers tenham logrado êxito em outros países com esta prática, talvez dadas as suas legislações. Mas aqui, com o sistema de verbas públicas que é bastante burocrático, torna-se praticamente impossível de atender este tipo de exigência que é feita”, finaliza Mendes.


 

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